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Machado de Assis ganha releituras inovadoras em Seminário de Literatura do Campus Udicentro

Estudantes debateram obras do autor e apresentaram seus pontos de vista a partir de formatos criativos

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 09/11/2018 às 00:00
  • Última modificação 09/11/2018 às 12:38
Seminário contou com a presença de alunos do Campus, da UFU, pais de alunos e outros convidados
Seminário contou com a presença de alunos do Campus, da UFU, pais de alunos e outros convidados
Crédito: Divulgação

O Campus Uberlândia Centro contou com uma visita ilustre na tarde da última quarta-feira (07/11). O escritor Machado de Assis deu o ar da graça no II Seminário de Pesquisa em Literatura do Campus, realizado no auditório. Claro que Machado não esteve lá em pessoa, até porque este ano marca os 110 anos de seu falecimento, mas três de suas imortais obras foram tema de debate entre estudantes e professores.

Foram discutidos os livros “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Dom Casmurro” e “Quincas Borba”. Coordenado pela professora Gyzely Lima, com a ajuda dos estudantes do 2º ano do curso técnico de Administração, o evento contou com a participação de três debatedoras convidadas. As professoras Tamira Fernandes Pimenta, pós-graduanda no Mestrado em Teoria Literária pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Danubia Fabia, mestre em Estudos Linguísticos pela UFU, e Flordelice Souza Nunes, professora da Escola Estadual Segismundo Pereira e mestranda do ProfLetras da UFU. Na plateia, além de alunos do curso técnico em Administração do Campus, estiveram estudantes do curso de Letras da UFU, pais de alunos, além de outros convidados.

Mais do que um simples debate sobre o teor das obras, o Seminário proporcionou aos participantes uma imersão diferente nos pensamentos e na vida de Machado de Assis. Os estudantes dividiram-se em grupos e foram desafiados a apresentar a obra de uma forma inovadora. Cada grupo ficou responsável por uma obra e outros dois ficaram com a incumbência de falar sobre a vida do autor e sobre a intertextualidade dos livros escritos por Machado de Assis.

Se a missão era inovar, os estudantes cumpriram com maestria. Para falar das obras, recorreram a dramatizações e esquetes. Um dos grupos, por exemplo, usou o formato de reality show, ao analisar o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. O grupo responsável pela biografia do autor simulou uma partida de xadrez, uma vez que Machado de Assis era exímio enxadrista.

Para a professora Gyzely, esse tipo de dinâmica ajuda os estudantes a se interessaram pelas obras literárias. “A proposta é desenvolver de fato uma pesquisa em literatura. Por isso os alunos são orientados pelos professores durante o desenvolvimento da pesqusia e sempre há a presença de convidados para debaterem as obras. A exigência de apresentação é para que se crie a oportunidade de diálogo. Se eles tiverem uma leitura e fizerem bem a pesquisa, eles estarão preparados para resolver qualquer questão”, afirma.

Processo de escolha das obras

Os livros a serem analisados em Seminário são definidos pelos próprios alunos, geralmente de obras que são exigidas em exames vestibulares. UFU e Fuvest, por exemplo, exigem os livros trabalhados nesta edição. A turma analisa as obras e depois vota para decidir as mais adequadas para se trabalhar. O evento, que teve sua primeira edição no primeiro semestre deste ano, sempre traz como convidados professores especialistas na área de Literatura.

No próximo dia 14, será a vez da obra “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, entrar em discussão. A ocasião marca a terceira e última edição do Seminário em 2018 e será voltada para alunos do 3º ano do curso de Computação Gráfica.



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