Pint of Science

IFTM Campus Uberaba leva debate sobre inteligência artificial ao Pint of Science 2026

Docente da instituição apresentou palestra que discutiu potencialidades, limites e responsabilidades no uso da IA na produção do conhecimento científico
Publicado em 22/05/2026 11:58 Atualizado em 22/05/2026 11:58
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Cinco pessoas posam para foto em um palco. Ao fundo, um telão exibe o slide de uma palestra sobre inteligência artificial na ciência, com o título da apresentação e elementos gráficos relacionados ao tema
Cinco pessoas posam para foto em um palco. Ao fundo, um telão exibe o slide de uma palestra sobre inteligência artificial na ciência, com o título da apresentação e elementos gráficos relacionados ao tema
Crédito: Lucas Arantes Pereira

A relação entre inteligência artificial e pesquisa científica esteve em pauta durante o Pint of Science 2026, realizado nos dias 18 e 19 de maio em Uberaba. Reconhecido internacionalmente por levar a ciência para espaços de convivência e aproximar pesquisadores do público em geral, o festival promove encontros que transformam temas complexos em conversas acessíveis, estimulando a participação da sociedade nos debates científicos contemporâneos.

No segundo dia de programação, o IFTM Campus Uberaba esteve representado pelo professor Lucas Arantes Pereira, responsável pela palestra “IA na ciência: entre o assistente genial e o estagiário mentiroso”. A apresentação explorou como a inteligência artificial vem sendo incorporada às atividades acadêmicas e discutiu os cuidados necessários para que seu uso contribua efetivamente para a produção de conhecimento confiável.

Ao longo do encontro, foram apresentados exemplos práticos de aplicações da IA em tarefas como levantamento bibliográfico, apoio à escrita científica, organização de referências e análise de dados. Para tornar a discussão mais próxima do público, Lucas utilizou a metáfora de dois personagens: o “assistente genial” e o “estagiário mentiroso”. A comparação permitiu demonstrar que a inteligência artificial pode acelerar atividades, organizar informações e ampliar a produtividade acadêmica, mas também pode produzir respostas incorretas, criar referências inexistentes e apresentar conteúdos aparentemente confiáveis, embora sem respaldo científico.

A partir dessa abordagem, a palestra enfatizou que a tecnologia não substitui a capacidade analítica, o pensamento crítico e a responsabilidade dos pesquisadores. Segundo o docente, a inteligência artificial deve ser compreendida como uma ferramenta de apoio capaz de ampliar possibilidades de trabalho, desde que utilizada de forma consciente, transparente e alinhada aos princípios éticos que orientam a atividade científica. Também foi destacado que a verificação humana continua sendo indispensável para garantir a qualidade, a confiabilidade e a integridade do conhecimento produzido.

Entre os assuntos discutidos esteve ainda a crescente preocupação mundial com a regulamentação dessas tecnologias e os impactos de sua utilização em diferentes setores da sociedade. O debate destacou que a adoção responsável da inteligência artificial depende não apenas do desenvolvimento técnico das plataformas, mas também da formação crítica de seus usuários.

Entre possibilidades e desafios, a palestra convidou o público a refletir sobre como a inteligência artificial vem modificando práticas de pesquisa e produção científica.

 

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