Projeto de Ensino

IFTM Campus Uberaba recebe projeto que aproxima estudantes de culturas indígenas por meio de documentário e intercâmbio de experiências

Alunos da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes apresentaram produção construída a partir do contato com comunidades indígenas e compartilharam reflexões sobre ancestralidade, identidade e cidadania
Publicado em 22/05/2026 12:50 Atualizado em 22/05/2026 16:19
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Uma mulher negra em pé segura um microfone enquanto realiza uma apresentação em uma sala de auditório. Ao fundo, há uma projeção com a capa do documentário “Memórias do Povo Tikuna”, que mostra uma paisagem ribeirinha com casas de madeira às margens de um rio e indígenas em uma canoa.
Uma mulher negra em pé segura um microfone enquanto realiza uma apresentação em uma sala de auditório. Ao fundo, há uma projeção com a capa do documentário “Memórias do Povo Tikuna”, que mostra uma paisagem ribeirinha com casas de madeira às margens de um rio e indígenas em uma canoa.
Crédito: Maria Djanira de Oliveira

Uma produção audiovisual construída a partir do diálogo com comunidades indígenas, apresentações artísticas e relatos de experiências marcaram a realização do projeto “Reconhecendo e resgatando nossa ancestralidade”, apresentado no dia 19 de maio, no IFTM Campus Uberaba. A atividade reuniu estudantes da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes e dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio da instituição em um momento voltado à valorização das culturas indígenas e afro-brasileiras.

A programação reuniu estudantes dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do campus e teve como ponto central a exibição de um documentário produzido pelos próprios alunos da escola municipal. O trabalho retratou aspectos do cotidiano da nação Tikuna, no município amazonense de Benjamin Constant, e nasceu a partir de uma aproximação construída pela professora Lindéa Pereira Ramos, com o líder indígena Marcelo de Souza Rocha, ambos membros do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do Campus Uberaba Ao longo do projeto, estudantes e comunidade indígena trocaram vídeos, cartas e relatos, estabelecendo um diálogo que ultrapassou as fronteiras geográficas e aproximou realidades distintas.

Além do documentário, os participantes apresentaram uma intervenção artística em forma de dança, ampliando as discussões sobre ancestralidade e pertencimento. A proposta foi desenvolvida com base nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica, buscando transformar esses conteúdos em experiências concretas de aprendizagem.

Para o professor do Campus Uberaba, Adolfo Modesto Gil, o projeto evidencia como a educação pode promover encontros capazes de ampliar a compreensão dos estudantes sobre a diversidade cultural brasileira. “Quando os alunos entram em contato com histórias reais, narradas pelos próprios sujeitos que vivem essas experiências, o aprendizado ganha significado. Mais do que conhecer uma cultura, eles passam a compreender diferentes formas de viver, de interpretar o mundo e de construir identidade. Esse processo desenvolve respeito, senso crítico e sensibilidade para reconhecer a riqueza presente na pluralidade do nosso país”, afirmou.

Outro desdobramento da iniciativa foi a mobilização da comunidade uberabense para arrecadar recursos destinados à aquisição de uma caixa d’água para a comunidade indígena apresentada no documentário. A ação demonstrou que o projeto ultrapassou o campo da pesquisa escolar e resultou em uma experiência de cidadania, solidariedade e engajamento social.

Ao final do encontro, estudantes do campus compartilharam experiências sobre a vida acadêmica e conversaram com os visitantes sobre possibilidades de continuidade dos estudos. A atividade encerrou-se como um espaço de troca de saberes e de valorização das diferentes trajetórias que compõem a diversidade cultural brasileira.

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