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Perfil do egresso

Entendemos o licenciado em computação, em primeiro lugar, como um profissional ligado ao exercício do diálogo entre as unidades curriculares nos espaços da educação. Como tal, esse profissional agrega-se às equipes de coordenação pedagógica, nas quais atua de início, como um facilitador da introdução de novas tecnologias, não apenas no sentido prático (ou das práticas), mas particularmente no nível da discussão de metodologias e concepções. Nessa qualidade, a sua intervenção no plano das atividades de concepção, planejamento e gestão pedagógicas pode, ou não, ser definida como algo transitório, dependendo da maior ou menor dificuldade de amadurecimento da cultura tecnológica na comunidade em que atua.

Por outro lado, do ponto de vista da docência técnica e tecnológica, o lugar do profissional de informática também já é, de certa forma, conhecido. Multiplicam-se e espalham-se as experiências de cursos introdutórios ao uso dos laboratórios de informática nas instituições de ensino, e também de cursos voltados para a utilização de ferramentas de software e as mais diversas, integrados ou não ao currículo tradicional, com variados graus de sucesso. Também já não são novidade, no ensino médio, os cursos profissionalizantes de formação de técnicos em informática, generalistas ou já voltados para uma especialidade. Situar-se-ia o licenciado na incumbência de ocupar o espaço aberto pelos seus precursores, sejam eles docentes oriundos de outras licenciaturas, ou profissionais de informática convertidos em educadores. E o Parecer do Conselho Nacional de Educação apresenta claramente a atividade do licenciando em Computação como “visando ao ensino de Ciência da Computação nos níveis da Educação Básica e Técnico e suas modalidades e a formação de usuários da infraestrutura de software dos Computadores, nas organizações” (CNE, 2012, p.8).

Há, do nosso ponto de vista, um terceiro caminho de inserção do licenciado em computação, talvez menos explorado, mas não menos importante. Esse caminho seria a via da docência da computação enquanto ciência, ou seja, enquanto área do conhecimento própria, reconhecida no âmbito da educação básica com a mesma especificidade das áreas mais tradicionais – ou, numa perspectiva multidisciplinar, como mais uma matriz epistemológica a participar do diálogo dos saberes. Entendemos que a falta de cobertura desse campo do conhecimento pelo currículo escolar é uma lacuna severa.