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Educação que transforma: projetos e iniciativas da Rede Federal são motores de desenvolvimento no Brasil

Em cada cantinho do país, necessidades e problemas muito singulares desafiam o desenvolvimento local

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 15/10/2019 às 15:00
  • Última modificação 16/10/2019 às 11:35
Protótipo em funcionamento
Protótipo em funcionamento
Crédito: Rede Federal

Em um país tão grande e diverso como o Brasil, não é apenas a cultura que difere de uma região para outra. Em cada cantinho do país, necessidades e problemas muito singulares desafiam o desenvolvimento local. E é exatamente para atender as especificidades das regiões onde estão inseridas que as instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica têm como vocação articular o conhecimento que produzem com as necessidades mais urgentes da comunidade.

No nordeste, foi a grande demanda relacionada à habitação popular que motivou a criação de um projeto voltado a atender famílias de baixa renda que necessitam de assistência técnica em construções e outros serviços, como reformas e levantamento cadastral e topográfico de imóveis e terrenos.

Em atividade desde 2015, o Escritório Modelo de Arquitetura e Engenharia (Emae) do Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Estância já atendeu 70 famílias. As produções buscam garantir conforto térmico, acústico, lumínico e estético, lançando mão de soluções que usem o mínimo de dinheiro e reduzam ao máximo o consumo dos recursos naturais. E, neste ano, o projeto, orientado por Maria Simone e Carlos Mariano Melo Júnior, entrou em uma nova fase. Agora, além de receber as demandas da comunidade no campus, a equipe – formada por estudantes e professores da área – faz visitas in loco aos bairros com mais problemas habitacionais.

Concebido com o propósito de promover o direito à moradia no município, o Emae representa não apenas um importante avanço social para a região como também uma potente iniciativa na formação cidadã, multidisciplinar e empreendedora dos jovens estudantes. Para a bolsista Patrícia Campos de Souza, aluna do curso de Engenharia Civil, a oportunidade de participar da ação é gratificante por lidar com os segmentos mais vulneráveis da sociedade. “Sem falar no enorme aprendizado, já que vemos na prática conceitos, cálculos e demais conteúdos do curso. Isso ajuda a melhorar nosso desempenho em sala de aula e nossa formação acadêmica”, destaca.

Moradora do Loteamento Vitória, a dona de casa Marivalda dos Santos Silva, de 42 anos, conta que, além de já ter trabalhado na roça, estava desempregada e não tinha mais saúde para fazer a planta da sua casa. “Graças a Deus, o pessoal do IFS esteve aqui e fez minha planta. Fui muito bem atendida, me explicaram tudo direitinho e gostei bastante”, comenta ela, complementando que, com o auxílio, seria mais fácil conseguir a escritura do imóvel.

Saúde que vem da terra – Da habitação à agricultura familiar, as ações desenvolvidas na Rede Federal promovem a troca de saberes entre os institutos e a comunidade, aproximam o campo e a cidade. Prova disso é um projeto do campus Pelotas-Visconde da Graça do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). Por meio de assessoria oferecida por estudantes e professores, a iniciativa auxilia agricultores familiares da zona rural de Turuçu a produzirem plantas medicinais.

A proposta do trabalho, iniciado em 2018, é ampla: além do fornecimento das mudas de plantas para as famílias participantes e da assessoria técnica no cultivo, tem como objetivo o encaminhamento das plantas para o abastecimento dos postos de saúde do município.

Bolsista, o estudante Frederico Mayer conta que a receptividade dos agricultores à iniciativa é muito boa, já que, além de gerar renda para eles, também abastece o Sistema Único de Saúde (SUS), levando mais vitalidade para a população. “Toda a produção é sem nada de agrotóxico, com total respeito à natureza, ao meio ambiente e à propriedade deles. Aliás, todo o processo de produção das plantas medicinais precisa ser agroecológico, porque se queremos gerar a cura para as pessoas não podemos levar a doença junto”, destaca.

Já foram distribuídas mais de 700 mudas de plantas medicinais, de acordo com o professor Márcio Paim Mariot, que coordena o projeto ao lado das professoras Síntia Zitzke Fischer e Elisabeth Regina Tempel Stumpf. Segundo ele, além de a equipe estar dedicada à produção de novas mudas, também fazem parte das próximas etapas uma capacitação sobre o cultivo de espinheira-santa, alcachofra, guaco, hortelã, maracujá, carqueja e camomila e a elaboração de uma cartilha sobre estas sete espécies medicinais. A cartilha, inclusive, será distribuída aos agricultores e profissionais da área de saúde.

Tecnologia nas plantações – Outro projeto, da região centro-oeste, também promove a interlocução entre a tecnologia produzida na Rede Federal e as demandas regionais. No campus Planaltina do Instituto Federal de Brasília (IFB), um dispositivo voltado à hidroponia – técnica em que as plantas recebem os nutrientes essenciais por meio líquido – foi desenvolvido para proporcionar mais eficiência nesse tipo de plantação.

Smart Timer, como o próprio nome indica, é um temporizador inteligente concebido para controlar os intervalos de acionamento da bomba de hidroponia em função das condições ambientais. Além da eficiência, o produto minimiza riscos do processo de cultivo e traz economia de energia elétrica. Orientado pelo professor Nilton Cometti, o projeto conta com a integração do dispositivo a um aplicativo de celular, permitindo a configuração das funções e a exibição dos dados coletados como temperatura, umidade relativa do ar e luminosidade.

Tecnologias para a inclusão – Voltada a atender uma importante demanda local na área da inclusão, uma parceria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Campus Criciúma com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade possibilitou a doação de quatro equipamentos automatizados para a instituição. Os artefatos, desenvolvidos por estudantes do curso de Engenharia Mecatrônica e que já representam uma inovação para as Apaes de todo o Brasil, foram projetados para facilitar o trabalho dos profissionais nas sessões de fisioterapia e outras atividades realizadas pela instituição.

Com a proposta de oportunizar uma maneira de aplicar na prática os conhecimentos do curso, o desenvolvimento dos produtos foi feito durante a disciplina de Projeto Integrador, na qual 14 estudantes se dividiram em quatro equipes responsáveis por entregar soluções tecnológicas para as principais demandas da Apae.

Cada um dos quatro instrumentos doados atende necessidades específicas do dia a dia da instituição. Um deles se propôs a automatizar o PediaSuit, usado anteriormente de forma manual pelos profissionais na reabilitação motora de pessoas com deficiência. Outra ferramenta entregue foi um guincho automatizado que auxilia no deslocamento de alunos com dificuldade de locomoção. O terceiro utensílio se trata de uma mesa ajustável, que proporciona mais conforto e acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida para a realização de tarefas como estudo e desenho. Já o quarto foi uma pulseira para registro dos batimentos cardíacos.

Após a doação, feita no fim de 2018, uma nova fase da parceria teve início, neste ano, com a verificação dos equipamentos e ajustes de cada um deles às necessidades observadas durante a utilização. De acordo com Marisilvia dos Santos, uma das responsáveis pela iniciativa, na nova fase, uniram-se à equipe estudantes dos cursos de Engenharia Civil e Licenciatura em Química.

Greice Gomes

Jornalista do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), com informações das assessorias de comunicação dos Institutos Federais de Sergipe (IFS), de Brasília (IFB) e de Santa Catarina (IFSC)

 

Fonte: http://portal.conif.org.br/br/component/content/article/84-ultimas-noticias/3060-educacao-que-transforma-projetos-e-iniciativas-da-rede-federal-sao-motores-de-desenvolvimento-no-brasil?Itemid=609



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