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Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFTM Campus Uberaba promove mesa-redonda no Dia Internacional da Mulher Indígena

Atividade reuniu lideranças originárias e abordou o protagonismo feminino na preservação da cultura e da memória
Publicado em 12/09/2025 19:31 Atualizado em 15/09/2025 08:12
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A fotografia mostra um auditório durante a mesa-redonda. Em primeiro plano, estudantes acompanham a atividade. No centro, uma mulher em pé fala ao microfone, vestindo blusa marrom e saia longa estampada. À direita, quatro mulheres indígenas estão sentadas à mesa, algumas com pinturas faciais e cocares. Sobre a mesa, há tecidos e elementos da cultura indígena
A fotografia mostra um auditório durante a mesa-redonda. Em primeiro plano, estudantes acompanham a atividade. No centro, uma mulher em pé fala ao microfone, vestindo blusa marrom e saia longa estampada. À direita, quatro mulheres indígenas estão sentadas à mesa, algumas com pinturas faciais e cocares. Sobre a mesa, há tecidos e elementos da cultura indígena
Crédito: Ketlyn Karolina Silva Rosa

No dia 5 de setembro de 2025, o IFTM Campus Uberaba realizou uma mesa-redonda em celebração ao Dia Internacional da Mulher Indígena.

O auditório do CGAE recebeu a Cacica Kawany Tupinambá Yberaba e as jovens lideranças Itanatiara Tupinambá Yberaba, Jaqueline Andrade Krahô, Potira de Yberaba e Giovana Tupinambá Yberaba. Durante as falas, as convidadas destacaram o papel central da mulher indígena na transmissão de saberes, na preservação da memória coletiva e na continuidade das tradições. Também trouxeram reflexões sobre os desafios enfrentados no cotidiano, como a luta por reconhecimento e espaço em uma sociedade marcada pela invisibilidade dos povos originários.

Após a mesa-redonda, os participantes foram convidados a integrar um momento de contato com a natureza, em uma caminhada guiada por cantos e ensinamentos indígenas nos espaços do campus.

A iniciativa contou com o apoio da coordenadora Mariana Duó Paserini, coordenadora do curso técnico em Meio Ambiente integrado ao Ensino Médio, e foi aberta a toda a comunidade acadêmica e à população em geral.

A estudante Yasmin Ferreira Barbosa, do Curso Técnico em Meio Ambiente, destacou a importância da atividade: “Naquela tarde, entrei no auditório sem imaginar o quanto a palestra iria me impactar. Os temas abordados prenderam minha atenção e despertaram em mim uma nova forma de olhar as coisas. Eu não tinha muito conhecimento sobre os povos originários e não imaginava a metade das dificuldades que enfrentam. Conhecer um pouco da cultura me deixou encantada, e ouvir os relatos sobre a luta diária por espaço me surpreendeu. Percebi que encontros como esse são fundamentais para abrir a mente das pessoas e gerar conscientização, assim como aconteceu comigo”.

Mariana Duó explicou que, no IFTM Campus Uberaba, o Dia Internacional da Mulher Indígena foi celebrado de forma especial.

“Foi um evento que ultrapassou os limites da sala de aula”, afirmou.

Segundo ela, mais do que uma mesa-redonda, a atividade se configurou como um espaço de escuta, reconhecimento e valorização da ancestralidade feminina dos povos originários.

“Essas mulheres compartilharam saberes, vivências e reflexões sobre o papel da mulher indígena na preservação cultural e na resistência histórica”, destacou.

Passerini também ressaltou a importância para a comunidade acadêmica. “Foi, sem dúvida, um momento ímpar para nossas e nossos estudantes". 

Ela ainda frisou o impacto institucional da iniciativa. “Ações como essa reafirmam o papel do IFTM como agente de transformação social, comprometido com o respeito às identidades, à justiça histórica e à construção de um futuro mais plural, justo e consciente". 

Para Maria Djanira Oliveira, presidente do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFTM Campus Uberaba, encontros como esse contribuem para ampliar o diálogo sobre diversidade e memória. “Ao trazermos a voz das mulheres indígenas para o centro da discussão, fortalecemos a compreensão de que elas são guardiãs de saberes, culturas e territórios. A presença delas em nosso campus nos faz refletir sobre respeito, inclusão e sobre a necessidade de reconhecer a pluralidade que compõe a sociedade brasileira”, afirmou.

O evento marcou um espaço de escuta e valorização das experiências das mulheres indígenas, fortalecendo a construção de uma comunidade acadêmica mais consciente e comprometida com a diversidade cultural.

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