Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFTM Campus Uberaba promove mesa-redonda no Dia Internacional da Mulher Indígena
Crédito: Ketlyn Karolina Silva Rosa
No dia 5 de setembro de 2025, o IFTM Campus Uberaba realizou uma mesa-redonda em celebração ao Dia Internacional da Mulher Indígena.
O auditório do CGAE recebeu a Cacica Kawany Tupinambá Yberaba e as jovens lideranças Itanatiara Tupinambá Yberaba, Jaqueline Andrade Krahô, Potira de Yberaba e Giovana Tupinambá Yberaba. Durante as falas, as convidadas destacaram o papel central da mulher indígena na transmissão de saberes, na preservação da memória coletiva e na continuidade das tradições. Também trouxeram reflexões sobre os desafios enfrentados no cotidiano, como a luta por reconhecimento e espaço em uma sociedade marcada pela invisibilidade dos povos originários.
Após a mesa-redonda, os participantes foram convidados a integrar um momento de contato com a natureza, em uma caminhada guiada por cantos e ensinamentos indígenas nos espaços do campus.
A iniciativa contou com o apoio da coordenadora Mariana Duó Paserini, coordenadora do curso técnico em Meio Ambiente integrado ao Ensino Médio, e foi aberta a toda a comunidade acadêmica e à população em geral.
A estudante Yasmin Ferreira Barbosa, do Curso Técnico em Meio Ambiente, destacou a importância da atividade: “Naquela tarde, entrei no auditório sem imaginar o quanto a palestra iria me impactar. Os temas abordados prenderam minha atenção e despertaram em mim uma nova forma de olhar as coisas. Eu não tinha muito conhecimento sobre os povos originários e não imaginava a metade das dificuldades que enfrentam. Conhecer um pouco da cultura me deixou encantada, e ouvir os relatos sobre a luta diária por espaço me surpreendeu. Percebi que encontros como esse são fundamentais para abrir a mente das pessoas e gerar conscientização, assim como aconteceu comigo”.
Mariana Duó explicou que, no IFTM Campus Uberaba, o Dia Internacional da Mulher Indígena foi celebrado de forma especial.
“Foi um evento que ultrapassou os limites da sala de aula”, afirmou.
Segundo ela, mais do que uma mesa-redonda, a atividade se configurou como um espaço de escuta, reconhecimento e valorização da ancestralidade feminina dos povos originários.
“Essas mulheres compartilharam saberes, vivências e reflexões sobre o papel da mulher indígena na preservação cultural e na resistência histórica”, destacou.
Passerini também ressaltou a importância para a comunidade acadêmica. “Foi, sem dúvida, um momento ímpar para nossas e nossos estudantes".
Ela ainda frisou o impacto institucional da iniciativa. “Ações como essa reafirmam o papel do IFTM como agente de transformação social, comprometido com o respeito às identidades, à justiça histórica e à construção de um futuro mais plural, justo e consciente".
Para Maria Djanira Oliveira, presidente do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFTM Campus Uberaba, encontros como esse contribuem para ampliar o diálogo sobre diversidade e memória. “Ao trazermos a voz das mulheres indígenas para o centro da discussão, fortalecemos a compreensão de que elas são guardiãs de saberes, culturas e territórios. A presença delas em nosso campus nos faz refletir sobre respeito, inclusão e sobre a necessidade de reconhecer a pluralidade que compõe a sociedade brasileira”, afirmou.
O evento marcou um espaço de escuta e valorização das experiências das mulheres indígenas, fortalecendo a construção de uma comunidade acadêmica mais consciente e comprometida com a diversidade cultural.
