Reconhecimento

Estudantes do IFTM Campus Uberlândia Centro são reconhecidas em premiação municipal dedicada às mulheres na ciência

Evento promovido pela Prefeitura de Uberlândia homenageou 105 estudantes por conquistas em olimpíadas científicas de alcance nacional
Publicado em 15/03/2026 14:43 Atualizado em 15/03/2026 14:45
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Diretora-geral, professores do Campus e estudantes ao lado do prefeito de Uberlândia na premiação
Diretora-geral, professores do Campus e estudantes ao lado do prefeito de Uberlândia na premiação
Crédito: Guilherme Brasil (jornalista IFTM)

O Campus Uberlândia Centro, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), teve estudantes reconhecidas na cerimônia do Dia Municipal das Mulheres e Meninas na Ciência e Tecnologia, realizada no dia 11 de março, no Centro Administrativo Municipal. O evento, promovido pela Prefeitura de Uberlândia, homenageou alunas da cidade que se destacaram em competições científicas nacionais, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e a Competição Feminina da Olimpíada Brasileira de Informática (CF-OBI).

Ao todo, 105 estudantes foram homenageadas durante a solenidade, que reuniu educadores, gestores públicos e representantes de instituições de ensino. A iniciativa teve como objetivo valorizar o protagonismo feminino nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), incentivando meninas e jovens a seguirem trajetórias acadêmicas e profissionais nesses campos.

Entre as homenageadas estavam estudantes que atualmente integram a comunidade acadêmica do IFTM Campus Uberlândia Centro ou egressas que tiveram sua trajetória escolar marcada por participações em olimpíadas científicas. As premiações reconhecem o desempenho em competições nacionais que estimulam o raciocínio lógico, a investigação científica e o interesse pelas áreas de exatas.

A diretora-geral do Campus, Lara Kuhn, marcou presença na solenidade ao lado dos professores Arinaldo Oliveira e Daniela Portes, de Matemática; e Samia Abadia Dantas, de Física. “A presença de alunas na premiação reforça uma tradição construída ao longo dos anos com incentivo à participação em olimpíadas do conhecimento, projetos de extensão e atividades de formação científica voltadas à educação básica e ao ensino médio integrado. Temos projetos específicos voltados para a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática e a cada ano conseguimos incentivar mais meninas a se interessar por essas áreas”, afirmou a diretora, que também recebeu um certificado da Prefeitura, ao lado de outros diretores de escolas públicas de Uberlândia.

Olimpíadas do conhecimento marcam trajetória das estudantes

Entre as estudantes homenageadas estava Vitória Sofia Pires do Carvalho Neves, do 3º ano do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas Integrado ao Ensino Médio. A estudante recebeu reconhecimento por sua participação na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e também pela menção honrosa obtida na OBMEP.

Para ela, participar de competições científicas já se tornou parte da rotina acadêmica e também uma motivação para seguir na área de exatas e, em seu último ano no IFTM, ela quer aumentar a coleção de medalhas.

“Eu quero ganhar muitas medalhas este ano. Eu estou de olho na OBI (Olimpíada Brasileira de Informática) e em várias maratonas, como a maratona de Física da UFU, a maratona de Matemática da UFU, as Olimpíadas de Biologia e de Física. Eu estou sempre procurando. Achou olimpíada, eu estou fazendo”, brincou, que vislumbra uma carreira nas exatas ao finalizar sua trajetória no Instituto.

“Eu gosto muito da área de exatas. Eu estou pensando em uma Engenharia da Computação, Engenharia de Software, alguma coisa do tipo. Eu amo exatas”, contou.

A cerimônia também reuniu estudantes que já concluíram seus estudos no Campus Uberlândia Centro, mas que mantêm ligação com o IFTM por meio de sua trajetória em olimpíadas científicas. Uma delas é Clara de Andrade Melo, formada em 2025 no curso técnico integrado em Comércio.

Atualmente, Clara aguarda o início das aulas no curso de Física (Bacharelado) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Para ela, participar de olimpíadas foi uma das experiências mais marcantes da vida escolar.

“Fazer olimpíadas para mim sempre foi uma das melhores coisas que eu poderia fazer na escola. E receber a minha medalha de ouro da OBA e o reconhecimento da prefeitura, com certeza, é uma experiência incomparável. Eu sonhei muito com essa medalha, estou muito feliz.”

A ex-estudante também deixa um conselho para meninas que estão começando agora a participar dessas competições. “Façam todas as olimpíadas que vocês verem pela frente. Eu mesma só ganhei medalha porque eu me arriscava em tudo. Fiz olimpíada de assuntos que eu não gostava, só por fazer, e esse ‘só por fazer’, quando você coloca o seu coração nisso, você consegue alguma coisa. E para as que já fazem: continuem fazendo e voem”, aconselhou.

Novas estudantes chegam ao campus com histórico em olimpíadas científicas

Se as veteranas do IFTM Udicentro deixam boas lembranças, as novatas acenam com muito potencial para os próximos anos. Durante a solenidade da Prefeitura, também estavam presentes estudantes do 1º ano do Ensino Médio Integrado que recebiam reconhecimento por conquistas obtidas ainda em suas escolas anteriores.

É o caso de Ana Carolina Ferreira dos Santos, estudante do 1º ano do curso técnico integrado em Desenvolvimento de Sistemas. Ela recebeu medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), conquista obtida quando ainda estudava na Escola Estadual Frei Egídio Parisi.

“Eu comecei desde pequenininha, e no ano passado eu fiz com o apoio da minha professora de Matemática, a professora Denise, e foi uma honra muito grande para mim ter ganhado uma medalha de ouro, porque eu gosto bastante dessa área”, contou.

Agora no IFTM, a estudante pretende continuar participando de competições científicas. “Sim, com certeza!”, afirmou, ao comentar sobre a intenção de ampliar sua participação em olimpíadas do conhecimento. Entre as competições que pretende continuar realizando, ela destaca especialmente a própria OBA.

Também ingressante no campus, Clarisse Maciel Pombo, do 1º ano do curso técnico integrado em Desenvolvimento de Sistemas, recebeu medalha de bronze na OBMEP quando ainda estudava na Escola Estadual Maria da Conceição. Agora no IFTM, ela pretende ampliar ainda mais essa trajetória.

“Eu quero participar da OBI, eu quero participar da OBMEP com os nossos professores. Eu pretendo conseguir uma medalha muito melhor”, afirmou Clarisse, que ainda destacou o significa da cerimônia da Prefeitura. “É uma honra muito grande, porque no ano passado eu vim e realmente eram muito menos meninas. Este ano a gente consegue ver que tem muitas mais meninas aqui e é muito importante reconhecer as meninas e as mulheres dentro da ciência.”

Professores destacam impacto das olimpíadas na formação científica

Para professores do campus, que também foram premiados na solenidade, o reconhecimento público das estudantes é um importante estímulo para a continuidade da participação feminina nas áreas científicas.

A professora de Matemática Daniela Portes destaca que momentos como esse ajudam a motivar novas gerações. “Hoje nós tivemos uma aluna aqui que veio quatro vezes, participou, e o depoimento dela foi exatamente nesse sentido: de que vir nesses eventos incentiva a participação e motiva que elas continuem estudando e cada vez mais se aperfeiçoando para voltar a ser uma homenageada.”

Segundo a docente, o trabalho desenvolvido pelo campus também tem impacto fora da instituição, especialmente por meio de projetos de extensão. “No ano passado, por exemplo, duas medalhistas que agora estão conosco participaram do ‘Sim, Elas Podem’, que é um projeto de extensão que as alcançou nas escolas públicas. Com certeza a gente está fazendo um bom trabalho de extensão e também por ter os cursos de tecnologia.”

A professora de Física Samia Abadia Dantas ressalta que iniciativas de reconhecimento ajudam a ampliar a participação feminina nas áreas científicas. “É muito importante esse momento porque as meninas têm pouco incentivo, historicamente, para essas áreas que a gente chama de exatas: Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (as áreas de STEM). Então, essa forma de visibilidade vai incentivar inclusive outras meninas a participarem da próxima vez”, avaliou a professora.

Para Samia, além da conquista individual, o reconhecimento também cria referências para outras estudantes. “O ganho para cada uma que tem uma premiação é imensurável, mas além disso, fica o legado, tanto para nós enquanto instituto, quanto para as outras que vêm pela frente.”

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