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Alunos do campus Uberaba participam de atividade interdisciplinar “Verdades íntimas: artes, sociologia e literatura em tempos de pandemia”

No próximo mês, os trabalhos dos estudantes poderão ser conferidos em mostra no Instagram

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 30/06/2020 às 18:01
  • Última modificação 07/08/2020 às 20:04
Foto: Quarentena
Foto: Quarentena
Crédito: Raíssa Silva Santos

Estudantes e professores do IFTM campus Uberaba têm enfrentado desde meados de março um novo desafio: o ensino a distância, adotado pela instituição após a suspensão das aulas presenciais para conter a transmissão do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Práticas foram repensadas para tentar minimizar os efeitos negativos do distanciamento temporário a partir da diversificação de métodos capazes de auxiliar a criação de uma rotina para os jovens, possibilitando uma certa estabilidade frente a um cenário repleto por tantas mudanças. 

Tendo isto em mente, as professoras Gabriela Costa Araujo, Loraine Vidigal Lisboa e Marvile Palis Costa Oliveira, das disciplinas de Sociologia, Literatura e Artes, respectivamente apresentaram aos alunos a proposta de realização de uma atividade interdisciplinar em tempos de pandemia e aulas remotas. 

O trabalho intitulado “Verdades íntimas - artes, sociologia e literatura em tempos de pandemia” foi idealizado, planejado e executado pelas unidades curriculares Artes, Literatura e Sociologia – e realizado pelas seis turmas de terceiros anos dos cursos Técnicos integrados em Administração, Agropecuária e Alimentos. 

As professoras realizaram uma atividade interdisciplinar em que buscaram, a partir das matérias dadas em cada disciplina (sociologia – segregação socioespacial; artes e literatura -  vanguardas europeias) relacionar o contexto social e suas trajetórias individuais. 

Desta forma, ao construir uma imaginação sociológica (conceito proposto por Wright Mills) os alunos deveriam fazer um texto livre, seja em poesia, paródia, relato, dentre outros, e uma imagem autoral, fotografia, pintura, desenho, colagem, buscando relacionar o que estão vivendo durante a pandemia com o contexto social, político e histórico. Como o contexto geral afeta suas biografias? De que forma podemos relacionar o macro com o micro?.

Para Marvile Palis Costa Oliveira, “a arte sempre esteve presente em nossas vidas, e se mostra ativa nesse momento difícil. Ela é um meio de expressão individual que alivia, que nos ajuda a viver e até mesmo a compreender esse turbilhão de sentimentos de vivências impostas por um novo cotidiano e expressa angústias de confinamento e a esperança por reencontros. Acredito que os estudantes compreenderam a proposta e perceberam que a arte também existe para além do entretenimento”. 

Uma das estudantes que participaram da proposta Raíssa Silva Santos, estudante do 3ºG – curso Técnico em Alimentos integrado ao Ensino Médio, comentou que a realização do trabalho foi um desabafo. “Eu pude expressar em cada linha, coisas que estavam me sufocando e entalando a garganta. Eu acho muito bonito da parte dos professores nos passarem trabalhos como este, de livre expressão. Nos permite explorar formas diferentes de repercutir uma ideia. Esses trabalhos mexem com a gente, nos torna inclusive mais atentos ao mundo atual e a situação em que ele se encontra”.

“É interessante olhar para o trabalho interdisciplinar e perceber o quanto ele reforça alguns pontos, três deles eu considero relevantes: a intersecção entre as áreas do conhecimento, desfazendo um pouco a fragmentação do saber, tão presente em nossa cultura. O reconhecimento da arte como indispensável à vida, sobretudo em situações de privação e isolamento. E a necessidade de percebermos a relação entre o contexto social, político e histórico e nossas trajetórias individuais. O quanto o contexto macro influencia nossas biografias e como pode haver também uma relação de dialogicidade entre ambos”, conta a professora Gabriela Costa Araujo.

​“Acredito que um dos pontos mais importantes neste trabalho foi possibilitar que os/as alunos/as enxergassem que a arte é intrínseca ao ser humano e que suas expressões se manifestam por/em todos nós, que a arte não está somente nos livros e nos museus e, sim, no nosso dia a dia, no olhar de cada um para determinada situação. Tornar possível a materialização do protagonismo dos nossos alunos, em momento tão delicado em que estamos vivendo atualmente e que a consequência desse protagonismo tenha sido o expurgo das emoções deles, foi o que mais me tocou e que mais me deu satisfação na atividade proposta. Entendo que os processos se deram além do nosso esperado, pois a arte é isso mesmo, um processo e não um produto acabado", disse a professora Loraine Vidigal Lisboa

O resultado do trabalho realizado pelos estudantes será apresentado por meio de uma exposição nos meses de julho e agosto, na plataforma Instagram. 

 



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