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Estética corporal e mito do “corpo perfeito” foram abordados em aulas não presenciais de Educação Física

O trabalho, desenvolvido pelos alunos dos cursos técnicos, foi realizado durante o primeiro semestre

  • Por IFTM Campus Uberaba
  • Publicado em 01/07/2020 às 15:55
  • Última modificação 02/07/2020 às 12:49
Arquivo Institucional
Arquivo Institucional
Crédito: Comunicação Social campus Uberaba

Em meados de março, o IFTM suspendeu as aulas presenciais, devido à pandemia causada pelo novo coronavírus várias práticas tiveram que ser repensadas e, dentre elas as aulas de Educação Física, que ganharam um novo cenário e alguns desafios. Anteriormente, os alunos realizavam as práticas corporais no ginásio do campus Uberaba e, local onde discussões sobre os conteúdos diversos ocorria.

Após a realização de  uma aula online sobre as funções dos principais tecidos corporais (ósseo, muscular e adiposo) e, sobre como identificar e classificar a saúde a partir da medição do Índice de Massa Corporal (IMC) e do percentual de gordura (%G), a professora de Educação Física, Cristiane Maria de Castro Franco propôs aos alunos um brainstorming  sobre estética corporal. 

“De forma remota, as turmas de terceiro ano dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, do Campus Uberaba, tiveram que elaborar textos dissertativos abordando problemas relacionados a estética corporal e saúde na adolescência e o resultado foi a produção de uma série de textos que abordam desde definições até propostas para prevenir ou combater problemas relacionados a busca pelo corpo perfeito”, explicou Cristiane. 

Para a elaboração dos textos, as turmas foram divididas em grupos e, cada um seria responsável por abordar um ou mais temas, relacionando-os à visão e à realidade dos adolescentes. 

“Os resultados foram muito interessantes. Dentre os termos sugeridos por eles, decidimos abordar alguns temas que no momento consideramos pertinentes, sendo eles: sobrepeso, obesidade, transtornos alimentares, transtornos de autoimagem, uso de drogas e recursos ergogênicos para fins estéticos e gordofobia”, explicou Cristiane Franco. 

Uma estudante de um dos cursos técnicos (Administração, Agropecuária e Alimentos), que preferiu não ser identificada, disse: “foi muito interessante fazer esse trabalho, como ele aborda um assunto tão importante e presente na vida de muitas pessoas, é uma atividade que vai muito além do conteúdo e da nota. Estou ciente da realidade de muitas pessoas, porque eu já vi fotos de modelos plus size, que de verdade, elas não estavam representando as “gordinhas”. E com as pesquisas realizadas eu pude perceber que esse problema da sociedade é bem mais sério. Por exemplo, li pesquisas que mostram que mulheres acima do peso são menos contratadas que as ‘magras’ e, quando contratadas, geralmente o salário é inferior, e fiquei ‘em choque’ ao saber disso”.

Os textos elaborados pelos estudantes, “mais do que a possibilidade de autoria e protagonismo dos alunos, proporcionaram a abordagem de um conteúdo extremamente delicado e atual, que além de ampliar o conhecimento dos alunos, também os tornaram mais críticos diante de certos conceitos, crenças e atitudes relacionados à estética corporal”, comentou a professora. 

De acordo com Cristiane Franco, vários estudantes não tinham conhecimento sobre o termo gordofobia e sua definição. “Quando tomaram consciência, obtive vários relatos de práticas gordofóbicas que eles mesmos já fizeram ou sofreram, como elas podem ter sido impactantes e, eles não tiveram a percepção disso”. 

“A nova situação de ensino-aprendizagem através de estudos remotos, embora seja desafiadora, possibilitou a abordagem de novas ferramentas e, também de outros formatos de estudo, de discussão e de ambientes que podem trazer uma experiência educadora efetiva e de qualidade, como foi o caso dessa produção textual sobre a estética e saúde na adolescência. Porém, cabe a nós nesse momento, nos reinventarmos e continuar fazendo o nosso trabalho em compromisso com a educação e formação de cidadãos”, finalizou Cristiane. 

Os textos, os quais podem ser conferidos neste link, foram elaborados de forma colaborativa, utilizando como ferramentas o Google Sala de Aula e o Google Documentos, sendo entregues para avaliação, após a revisão final.



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