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Egressa do IFTM desenvolve aplicativo voltado para crianças com prejuízos de fala

Aplicativo “Bela Tagarela” está disponível gratuitamente para download na Play Store

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 11/09/2020 às 07:08
  • Última modificação 08/09/2020 às 14:52
Aplicativo foi desenvolvido em pós-graduação ofertada pelo IFTM Campus Uberaba
Aplicativo foi desenvolvido em pós-graduação ofertada pelo IFTM Campus Uberaba
Crédito: Arquivo pessoal

Fernanda de Paula Silva é um exemplo de como se construir uma carreira acadêmica sólida. Egressa do curso de Tecnologia em Sistemas para Internet, do Campus Uberlândia Centro (Udicentro), do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), ela concluiu sua graduação em 2015 e já passou por cursos de pós-graduação, mestrado e hoje cursa o doutorado em Engenharia Biomédica, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Em uma das suas formações, uma pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica Inclusiva, ofertada também pelo IFTM, no Campus Uberaba Parque Tecnológico, a teoria ganhou a prática e rendeu o aplicativo “Bela Tagarela”, como parte da conclusão do curso.

O “Bela Tagarela” é um aplicativo de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) desenvolvido com o objetivo de oferecer autonomia para crianças e adolescentes que não podem se comunicar verbalmente ou que tenham algum tipo de prejuízo de fala. O aplicativo foi desenvolvido para ser uma ferramenta simples e atrativa e que pudesse ser utilizada como ferramenta de CAA. Segundo Fernanda, mais do que uma curiosidade acadêmica, a inspiração para o aplicativo veio da vivência profissional.

“Sou funcionária municipal e trabalho há anos na Educação. Por meio da minha vivência na rede pública de ensino, pude observar que a inclusão ocorre na maioria das vezes de forma deficitária, gerando apenas a integração do aluno com deficiência, sem que ele seja verdadeiramente envolvido na dinâmica da escola em igualdade de possibilidades de expressão e comunicação com os outros. A partir dessas observações eu decidi desenvolver algo que pudesse colaborar na inclusão das pessoas com deficiência, em especial para aquelas com impossibilidades de se comunicar verbalmente”, explica a doutoranda.

Sobre o Bela Tagarela

Segundo artigo publicado por Fernanda, ao lado de outras duas autoras — Suammy Priscila Rodrigues Leite Cordeiro e Selma Terezinha Milagre —  “as ferramentas de CAA têm o objetivo de expandir o repertório de comunicação que está ligado às habilidades de expressão e interpretação. Para tal, são dispostos e confeccionados materiais para auxílio externo, podendo ser cartões de figuras, pranchas de comunicação, do alfabeto, de numerais ou de palavras, vocalizadores ou o próprio computador com software específico pode tornar-se uma ferramenta de voz e comunicação”.

No aplicativo, voltado para crianças e adolescentes entre 06 e 17 anos, o usuário pode escolher se prefere interagir com uma voz masculina ou feminina e após isso se depara com mais de 200 figurinhas com imagens e palavras relacionadas ao cotidiano. Divididas em categorias, como “cores”, “roupas”, “escola” e “animais”, as figurinhas ajudam o utilizador a expressar seu pensamento. Na categoria formas, por exemplo, cada figurinha traz o desenho e o nome da forma e, ao ser clicada, o narrador ou narradora fala o nome daquela forma.

Resultado de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na pós-graduação realizada no IFTM Uberaba, o aplicativo marca apenas o início de uma caminhada para Fernanda, uma vez que ela pretende ampliar os conhecimentos sobre as CAAs no doutorado. “Atualmente no doutorado estou aprimorando essa temática desenvolvendo um sistema para auxiliar as pessoas que além de não poderem se comunicar verbalmente  e também possuam limitações motoras”, afirma Fernanda, que também destaca a importância da pós em sua trajetória.

“Minha experiência na pós foi excelente, sendo que o melhor momento no decorrer de um ano e meio de estudo foi o período de orientação para o TCC. Neste período comecei a desenvolver o aplicativo sob orientação da Prof. MSc Suammy Priscila Rodrigues Leite Cordeiro, como se trata de uma pós a distância ela me orientou de Cuiabá (MT), e mesmo de longe me incentivou a seguir na ideia do desenvolvimento da Bela Tagarela sendo sempre muito presente em todas as etapas da criação do aplicativo e no desenvolvimento do artigo”, elogia a pesquisadora.

O aplicativo “Bela Tagarela” está disponível para aparelhos celulares android na plataforma Play Store, da Google, por meio do link: (https://play.google.com/store/apps/details?id=belatagarela.ta.caa). O download é gratuito.

Experiência no IFTM

Egressa do curso de Tecnologia em Sistemas para Internet e do curso de pós-graduação do IFTM Uberaba, Fernanda ressalta a importância da trajetória no Instituto. Segundo ela, foi na graduação que ela encontrou as bases para se desenvolver enquanto pesquisadora.

“A graduação em Sistemas para Internet foi excelente e muito motivadora, tive professores maravilhosos e apaixonados pelo que fazem, isso fez toda a diferença nas minhas escolhas acadêmicas e profissionais. O curso foi a base da minha formação e me motivou a continuar estudando para que futuramente eu possa seguir a carreira de docente no nível superior. Tudo o que aprendi durante o curso foi essencial para o meu desenvolvimento acadêmico e sei que também seria fundamental caso eu optasse por seguir para o mercado de trabalho na área de TI”, afirma Fernanda.

Sobre o período na pós do IFTM, a atual doutoranda destaca a importância do TCC e da produção do aplicativo, com ajuda de sua orientadora. “Minha experiência na pós foi excelente, sendo que o melhor momento o período de orientação para o TCC. Nesse período comecei a desenvolver o aplicativo sob orientação da professora Suammy Priscila Rodrigues Leite Cordeiro, e como se trata de uma pós a distância, ela me orientou de Cuiabá (MT). Mesmo de longe me incentivou a seguir na ideia do desenvolvimento da Bela Tagarela sendo sempre muito presente em todas as etapas da criação do aplicativo e no desenvolvimento do artigo”, conclui.

Desde o início de sua trajetória em nível acadêmico Fernanda busca desenvolver soluções digitais criativas. Quando se graduou em Sistemas para Internet, no Campus Udicentro, ela desenvolveu um sistema para rastrear poses e movimentos utilizando dispositivo Kinect, sob orientação do professor Nélio Alves. No mestrado, desenvolvido por meio do Programa de Pós Graduação em Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a pesquisadora trabalhou um sistema para auxiliar no tratamento de estresse.

(Matéria desenvolvida por Ana Clara Vasconcelos, aluna do curso de Licenciatura em Computação, no projeto de extensão IFTM em Rede, sob a coordenação e edição do jornalista Guilherme Brasil, do IFTM Campus Uberlândia Centro)



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