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Viagens ao passado e ao futuro marcaram a participação de estudantes do Campus Udicentro em competição de história

Pré-Olimpíada Nacional de História serviu como preparação para a competição, que teve de ser adiada

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 15/06/2020 às 00:00
  • Última modificação 18/09/2020 às 15:38
Equipe do curso integrado de Administração na Pré-ONBH
Equipe do curso integrado de Administração na Pré-ONBH
Crédito: Divulgação

Estudar história pode ser um mergulho profundo no passado, mas não só. Durante a Pré-Olimpíada Nacional em História do Brasil (Pré-ONHB), que aconteceu ao longo de maio, dois grupos do Campus Uberlândia Centro (Udicentro), do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), tiveram a chance não só de responder perguntas sobre vários momentos da história brasileira, como também de se imaginarem historiadores no ano de 2050 e fazer um relato histórico de 2020 como se fosse um ano distante no passado.

Essa foi uma das atividades da competição que mais chamou atenção dos estudantes. No início da Pré-Olimpíada, alguns grupos participantes foram convidados a montar e entregar diários com um relato sobre a pandemia. Esses diários foram entregues, em fase posterior, a todos os grupos, para que eles fizessem um trabalho de historiador. A tarefa era analisar os diários como um documento histórico e fazer o registro com as mesmas técnicas que seriam utilizadas por um historiador que os encontrasse depois de 30 anos.

“O objetivo dessa atividade específica era analisar o documento e escrever um artigo estando em 2050, analisando esses diáros que foram produzidos em 2020. Eles usaram o diário como fonte, o que chamamos de fonte primária, pois no exercício eles seriam os primeiros a desvelar aquele documento. Eles fizeram um trabalho de investigação de uma fonte primária, como fazem os historiadores, e tendo a história como grande lanterna, como grande instrumento de análise”, explica o professor André Oliveira, professor de História do Campus e coordenador dos grupos na ONBH.

Mergulho na história

Se a tarefa de fazer o trabalho de um historiador era intrigante, as demais não ficaram para trás. Ao longo das quatro fases da Pré-Olimpíada, todas realizadas de forma online, os estudantes perceberam que as questões eram mais complexas do que dentro de sala de aula, uma vez que abordavam tópicos que ainda não foram ensinados pelo professor.

“Tivemos a chance de analisar as questões de uma forma diferente e isso gerou bastante discussão. Houve pontos que não vemos normalmente. Estudamos, por exemplo, uma carta dos holandeses do período colonial, que seria muito difícil de ver em um livro tradicional de história. Precisávamos transcrever a carta com a língua da época para a linguagem atual e para isso tivemos que refazer como se fosse um enigma”, explica o estudante Cássio Gozuen Veiga, do 2º ano do curso de Ensino Médio Integrado ao Técnico em Administração. O professor André Oliveira explica que, na historiagrafia, esse tipo de trabalho de investigação de documentos anteriores ao século XX é chamado de paleografia.

Ao longo das questões e tarefas, o conteúdo de história abordado foi bastante amplo. Os alunos explicam que foram apresentadas questões sobre a chegada da corte portuguesa no Brasil, Getúlio Vargas, Revolução Francesa, Revolução Industrial, o modernismo, entre outras. Uma dos maiores desafios encontrados pelos estudantes na competição foi a análise das questões, cujas alternativas variavam em detalhes e a decisão por qual seria a opção certa passava por muitas discussões.

“Ea muito complicado chegar à resposta certa. Foi preciso muita pesquisa e discussão e a gente vai fazer vestibular, a gente sempre fica em duas e ajudou muito”, afirma a estudante Maria Clara Santos Oliveira, também do 2º ADM. “Foram abordados temas como Revoução Industrial e Francesa, mas também Independência do Brasil. Na parte de Independência, por exemplo, a gente analisou o desembarque da corte no Brasil e tinha uma questão sobre o desembarque da Leopoldina, era uma pintura”, exemplifica.

Para o estudante Rennan Polidoro Gonçalve, do curso de Ensino Médio Integrado ao Técnico em Administração, “a temática da pré-olimpíada trouxe uma abordagem menos acadêmica, à qual às vezes não temos tanto acesso”.

O Campus Udicentro participou da Pré-ONBH com os estudantes Breno Henrique Pinto, Enzo Faria de Lacerda, Octávio Augusto Tavares Rodrigues e Otávio de Oliveira Silva, do 2º ano do curso de Ensino Médio Integrado ao Técnico em Computação Gráfica e com os estudantes Cássio Gozuen Veiga, Lorena Aparecida Silva, Maria Clara Santos Oliveira, Milena Lopes de Oliveira e Rennan Polidoro Gonçalve, do 2º ano do curso de Ensino Médio Integrado ao Técnico em Administração.

 



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