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Projetos de pesquisa do Campus Udicentro discutem aspectos culturais e sociais da negritude no Brasil

Um dos projetos analisa história em quadrinhos que fala sobre a vida de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra

  • Por IFTM Campus Uberlândia Centro
  • Publicado em 20/11/2020 às 00:00
  • Última modificação 20/11/2020 às 17:17
.Ana Vitória e Gabriel desenvolveram trabalhos para o SIN 2020. Ao lado da foto dos estudantes, a capa da HQ Angola Janga
.Ana Vitória e Gabriel desenvolveram trabalhos para o SIN 2020. Ao lado da foto dos estudantes, a capa da HQ Angola Janga
Crédito: Divulgação

Nesta sexta-feira, 20 de novembro, comemora-se o dia da Consciência Negra no Brasil. A data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, situado entre os estados nordestinos de Alagoas e Pernambuco. Esse dia é marcado por muitas reflexões sobre a história, cultura e desafios da população negra no país e dois trabalhos de pesquisa do Campus Uberlândia Centro (Udicentro), do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), que fazem parte do X Seminário de Iniciação Científica e Inovação Tecnológica do IFTM (X SIN) 2020, abordam a temática.

O primeiro trabalho é do estudante Gabriel Antonio Martins Vieira, intitulado “Angola Janga: um estudo sobre Zumbi dos Palmares na versão história em quadrinhos”. O estudante do 2º ano, do curso de Ensino Médio Integrado ao Técnico em Computação Gráfica, analisou a obra “Angola Janga: uma história de Palmares”, de Marcelo D’Salete. A obra narra a história de Palmares, quilombo que foi o centro de resistência do povo negro no período colonial.

“Essa obra apresenta de forma próxima as questões que se desenvolvem a partir do racismo, da escravidão e da resistência que fizeram e fazem parte da nossa sociedade”, afirma o estudante no vídeo de apresentação do projeto, que avalia aspectos literários e gráficos presentes na obra. A revista tem mais de 400 páginas, divididas em onze capítulos, e trata não só de Zumbi, como de outros personagens históricos na resistência negra. Confira o vídeo para saber mais sobre o trabalho de Gabriel.

Outro trabalho também muito relevante no âmbito da cultura negra é desenvolvido pela estudante Ana Vitória Vaz Santos, do 1º ano do curso de Programação de Jogos Visuais, do Campus Udicentro. Com o título “Dandara Tech: desafios enfrentados por mulheres na tecnologia”, Ana Vitória trata de mulheres que trabalham no campo das ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Entre os dados que a estudante pesquisadora apresenta, que refletem as dificuldades das mulheres de inserção nessa área, estão informações sobre as restrições ainda maiores impostas a mulheres negras. A estudante utilizou a técnica de pesquisa narrativa, recorrendo a entrevistas com mulheres negras e matérias de jornal sobre a temática, além de relacionar seu próprio cotidiano com os textos teóricos aos quais recorreu.

“A partir da discussão apresentada, notamos que a forma com que a sociedade estruturamente organizada impossibilita que as mulheres negras alcancem socialmente espaços de poder, consequentemente impedindo-as de se imaginarem ocupando esses espaços”, afirma Ana Vitória no vídeo de apresentação do projeto. Confira o vídeo na íntegra e conheça o projeto da estudante.

Ambos os estudantes são orientados pela professora de Língua Portuguesa do Campus Gyzely Lima, que incentivou que questões relacionadas à negritude fossem trabalhadas pelos estudantes.

“Pensar a importância de discutir sobre a questão da consciência negra, não só no dia 20 de novembro, é papel fundamental de qualquer educador. Como professora da Ana Vitória e Gabriel, partiu de mim a proposta de trazermos temáticas sobre a negritude para nossas pesquisas. Como educadora branca, reconheço meu lugar de privilégio e sei que a voz tem que ser dada para as minorias. Como orientadora, me sinto muito orgulhosa de ver como eles estão se constituindo identitariamente e como essa identidade permeia esse momento de estudo e pesquisa sobre as temáticas”, afirma. “Levar nossas pesquisas para eventos acadêmicos é buscar conquistar um espaço que vem sendo cada vez mais difícil, principalmente para negros”, completa.

SIN 2020

Em 2020, o SIN acontece entre os dias 3 e 4 de dezembro, e reunirá trabalhos de iniciação científica e inovação tecnológica desenvolvidos no âmbito dos diversos campi do IFTM, incluindo pesquisas com apoio de agências de fomento: CNPq, além dos Programas Institucionais de Bolsas e trabalhos desenvolvidos de forma voluntária.

Devido às recomendações dos órgãos oficiais de saúde e determinações institucionais de isolamento social visando à prevenção ao SARS-CoV-2, o X SIN ocorrerá, excepcionalmente, de maneira online.

Entre os meses de setembro e novembro, o cronograma do Seminário concentrou-se na fase de inscrição dos trabalhos, avaliação dos resumos e envio dos vídeos de apresentação. No dia 03 de dezembro, começa oficialmente o SIN, com a palestra “Como a Iniciação Científica/Tecnológica influenciou minha vida acadêmica e profissional”, a ser proferida pelo professor Eusímio Felisbino Fraga Junior, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Lucas Arantes Pereira, professor do IFTM Campus Uberaba. No período vespertino, tanto do dia 03 quanto do 04 de dezembro, acontecem as arguições dos trabalhos. Outras informações podem ser obtidas no site https://iftm.edu.br/sin/2020.



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