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Ensino Remoto e perspectivas para Ensino Híbrido foram temas em discussão em eventos do IFTM

IV Fórum de Ensino e II Mostra de Projetos de Ensino ocorreram entre os dias 25 e 27 de maio

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 02/06/2021 às 11:00
  • Última modificação 07/06/2021 às 10:52
Palestra online realizada no dia 26 de maio de 2021 durante o IV Fórum de Ensino do IFTM
Palestra online realizada no dia 26 de maio de 2021 durante o IV Fórum de Ensino do IFTM
Crédito: Diretoria de Comunicação Social e Eventos do IFTM

Termos como ensino remoto, ensino híbrido, educação à distância nunca estiveram tão em evidência quanto agora, momento em que se vive a pandemia da Covid-19, que em muito alterou rotinas, pensamentos, formas e práticas escolares, trazendo inúmeros e diversos desafios para professores, estudantes e gestores. Na tentativa de minimizar efeitos negativos de todo esse cenário, instituições de ensino públicas e privadas improvisaram, em pouquíssimo tempo, uma “nova maneira de ensinar”, utilizando intensamente Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e tecnologias digitais.

Porém, com o passar do ano e diante das experiências e dificuldades inéditas vividas, questionamentos foram surgindo: mas afinal, que ensino é esse que se está a realizar?  O que realmente vem a ser ensino remoto e ensino híbrido? Quais são as vantagens e desvantagens deles? Será que estudantes estão mesmo aprendendo? Que resultados podem ser esperados dessa situação toda? E o futuro, como fica?

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) colocou em pauta e discussão essas e outras tantas necessárias e fundamentais questões durante a realização de seu IV Fórum de Ensino e II Mostra de Projetos de Ensino, ocorridos nos dias 25, 26 e 27 de maio, transmitidos ao vivo pelo canal da instituição no YouTube. Com o tema O ensino remoto e as perspectivas para o ensino híbrido, a abertura oficial ocorreu na manhã do dia 25 e teve a participação da reitora do IFTM, Deborah Santesso Bonnas, e do pró-reitor de Ensino do IFTM, Márcio José de Santana.

Deborah destacou a importância desses eventos diante do contexto desafiador vivenciado pelo mundo todo e, mais especificamente pelo Brasil, com a adoção do ensino remoto e da possibilidade próxima de transição para o ensino híbrido. Lembrou que se soma a essa situação, agravantes como cortes e bloqueios orçamentários significativos sofridos por Institutos e Universidades Federais, chances de mudanças na lei de criação dos Institutos Federais tramitando no Congresso Nacional, entre outros. Porém, destacou que tais momentos de encontro, além de projetarem a instituição para a comunidade, também demonstram e reforçam o compromisso do IFTM com uma educação pública, gratuita e de qualidade.

“Aqui estamos nós, discutindo e realmente precisando discutir caminhos para uma educação inovadora, compartilhando experiências e dificuldades. Por isso esses momentos são tão importantes, não só para o IFTM, mas para toda a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e também para diversas outras instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas. Apesar de todo um cenário que nos assusta, ainda vejo esse nosso encontro como a realização de um grande sonho, que perpassa por uma construção coletiva”, relatou Deborah.

Por decisão dos Comitês Locais de Gerenciamento de Crise presentes nos campi do IFTM e do Comitê Central de Gerenciamento de Crise, a instituição mantém seu ensino no formato remoto emergencial, de forma a reduzir impactos da pandemia na vida escolar dos estudantes. Porém, o pró-reitor Márcio expôs acerca de uma possível transição para o ensino semi-presencial, com olhar híbrido. Assim, reforçou a importância da realização do Fórum como uma maneira de se começar a entender tal transição e de se refletir sobre experiências tidas até então.

“Apenas mais para frente será possível de fato entender a dimensão total desses impactos, mas acredito que, com o fim da pandemia, muitos ensinamentos e novas ações e modelos ficarão. Nós aprendemos nesse mais de 1 ano, a dialogar mais e a estarmos mais próximos; a ter mais empatia; a conhecer nossos alunos de forma mais completa, o que nos auxilia a fazer políticas que realmente os atendam; a própria inclusão digital e as diversas ferramentas digitais que tivemos que aprender a usar. Então a gente precisa tirar esse legado em meio a essa tragédia”, afirmou Santana.

A abertura contou também com a apresentação do livro “Formação docente: um debate necessário”, selo da editora do IFTM Campus Uberlândia Centro lançado no final de 2020, que tem como uma das organizadoras Gyzely Sueli Lima, professora do referido campus. A obra, composta por 10 capítulos, aborda a necessidade de professores terem acesso a um programa de formação continuada que os acompanhe durante toda a sua trajetória profissional, o que não é uma realidade no Brasil, haja vista o baixo investimento nessa área.

“O sonho inicial era fazermos um livro voltado principalmente para o Programa de Iniciação à Docência, o Pibid, mas aí percebemos que o debate necessário compreendia ainda outros aspectos dessa formação docente: além da formação primeira, que corresponde aos cursos de Licenciatura, nós também sentimos necessidade de falar dessa formação continuada e, para além disso, também da formação que nós vamos entendemos que vai acontecer com as especializações de pós-graduação, Lato ou Stricto Sensu”, explicou a professora.

Alguns exemplares do livro foram sorteados entre os participantes do evento e outros serão enviados para as bibliotecas de todos os campi do IFTM para comporem seus acervos bibliográficos.

Discutindo conceitos e superando desafios

Airton Araújo de Souza Júnior, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), e um dos palestrantes do IV Fórum de Ensino do IFTM, esclareceu sobre alguns conceitos e compartilhou um pouco de suas experiências no desenvolvimento do ensino remoto na referida instituição.

“Hoje, no Brasil, nós temos formalmente o ensino presencial, a Educação à Distância (EaD) e o ensino semi-presencial. Mesmo após 1 ano de pandemia, eu encontro muitos professores e gestores escolares fazendo confusões entre esses termos, e ainda entre os termos ensino remoto e ensino híbrido. ”, relatou Airton.

A EaD, segundo o professor, deve ser entendida como uma modalidade de ensino de educação formal baseada na autoaprendizagem e na padronização que, somente em 2005, após o Decreto nº 5622, teve como centralidade a mediação pelas TICs. Além disso, é basicamente assíncrona, tanto para professores quanto para estudantes, e tem raros momentos de interação entre docentes conteudistas e alunos. No caso da EaD ainda, todas as disciplinas são ofertadas de forma online. Já o ensino semi-presencial é uma modalidade na qual algumas disciplinas do curso são ofertadas presencialmente e outras, virtualmente.

O ensino remoto emergencial, implantado em diversas organizações de ensino em virtude da pandemia da Covid-19, é apontado por Airton como sendo basicamente síncrono, possibilitando então mais interação entre professores conteudistas e estudantes. Tende à personalização, mas veio apenas com o foco de ensinar e de cumprir carga horária.

Por sua vez, o ensino híbrido é um programa de educação formal, e não uma metodologia, no qual estudantes aprendem, pelo menos em parte, por meio do ensino online, e uma outra parte, em uma localidade física supervisionada, que, no caso do Brasil, é a sala de aula, mas em outros países, por exemplo, são Centros de Ensino em shoppings e/ou galerias. No ensino híbrido, conforme esclareceu Airton, todas as disciplinas são ofertadas ao mesmo tempo tanto de forma online quanto de forma presencial, centrando nos estudantes os processos de aprendizagem, tanto na autoaprendizagem, que ocorre nos momentos online, quanto na aprendizagem colaborativa, que acontece nos encontros presenciais.

“O ensino híbrido assim, está dando a oportunidade de um aluno ensinar o outro, de se conectarem e de promoverem uma aprendizagem significativa. A hibridização então é a interdependência entre esses dois momentos, o online e o presencial, sendo que o online não deve ser a simples reprodução da aula presencial”, completou o professor.

Uma vez entendida essa combinação de aprendizagens, o maior desafio para docentes e estudantes frente a todo esse contexto é a mudança de comportamento: para docentes, faz-se necessário sair de um papel de expositor para um papel de mediador, tutor; para estudantes, desenvolver um perfil ativo, deixando de serem meros expectadores de aula.

Centenário de Paulo Freire e suas contribuições para o ensino remoto e o ensino híbrido

Mesa-redonda realizada na tarde do dia 25 de maio, trouxe discussões à luz do pensamento de Paulo Freire, patrono da educação brasileira que em 2021 está completando seu centenário de nascimento. Para além de se comemorar tal data, “Paulo Freire é para ser lembrado, discutido e estudado o ano todo, em especial diante do cenário que estamos vivendo, que provoca em nós a necessidade de se colocar em prática várias de suas ideias, valores e princípios, tendo em vista demandas complexas, que requerem posicionamentos criativos”, lembrou o coordenador geral de Ensino do IFTM, Geraldo Gonçalves de Lima.

O pensamento de Paulo Freire é alvo constante de desligitimação, vinda especialmente de gestores governamentais, que incumbem a ele males e problemas da educação brasileira. Nesse sentido, a mesa-redonda fez-se de grande importância, na tentativa de se romper com essa visão deturpada e errônea.

“A ideia dessa mesa é atualizar Paulo Freire e assim pensar em estratégias para a educação, não só enquanto sala de aula, mas também no que tange documentos institucionais, reformulações de Projetos Pedagógicos de Cursos (PPCs), diretrizes mesmo do IFTM, em um foco de educação sob a concepção freireana de formação humana, crítica e libertadora”, apresentou Rogério de Castro Ângelo, professor do IFTM Campus Uberaba e mediador da mesa-redonda.

“Se Paulo Freire estivesse aqui entre nós, ele também trabalharia numa perspectiva de pensar esse momento que estamos vivenciando, como ele sempre fez durante todo o seu trabalho”. Com essa fala, a professora Kátia Morosov Alonso, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reforçou o que foi dito por Rogério no sentido da necessidade de se atualizar conceitos e concepções freireanas, que em muito podem contribuir para os novos cenários e rumos da educação brasileira.

Mesmo diante da pandemia, que forçou instituições e docentes a trabalhar mais intensamente com o uso de tecnologias, o sistema de ensino-aprendizagem do Brasil insiste em ter e (re)produzir uma pedagogia baseada na transmissão de conhecimento e muito pouco em sua produção. “Paulo Freire já dizia da ‘obsolescência da educação’, que tem o professor como depositário de saber. Logo, é fundamental se pensar em outra relação pedagógica, baseada na mediação, na interação, como já propôs Freire”, disse Kátia.

A professora também relatou sobre a confusão e o uso inadequado de termos como ensino híbrido, que, na atualidade, está sendo encarado como a junção do ensino presencial e do ensino à distância. O ensino híbrido trata na verdade daquilo que é o uso mais intenso das tecnologias nos processos educativos e não deve prescindir de um projeto educativo numa perspectiva libertadora, conforme já apontado por Paulo Freire.

“Se eu vou usar mais intensamente as tecnologias, não significa que eu não tenha que pensar o projeto educativo, pensar de que lugar social falamos e a quem interessa o processo educativo numa perspectiva libertadora. Ainda é fundamental que pensemos as novas formas de comunicação, especialmente nesse momento, de forma a se produzir conteúdos que sejam efetivamente emancipatórios”, explicou Alonso.

Para assistir a todas as atividades do IV Fórum de Ensino do IFTM acesse o canal da instituição no YouTube.

II Mostra de Projetos de Ensino

Com o objetivo de compartilhar experiências diversas sobre Ensino Remoto vivenciadas pelos campi do IFTM, sobretudo com a pandemia da Covid-19 instaurada mundialmente desde o ano passado, e apresentar perspectivas para Ensino Híbrido, a instituição também promoveu a II Mostra de Projetos de Ensino no dia 27 de maio, das 08h às 10h30, com transmissão ao vivo pelo canal do IFTM no YouTube.

Foram inscritos 40 projetos, que incluem também trabalhos desenvolvidos em programas como Programa de Educação Tutorial (PET), Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), Residência Pedagógica, entre outros. Os projetos abordaram temáticas variadas, passando por educação inclusiva; utilização de tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem, como jogos virtuais, vídeo-aulas, programação Code Class, cursos MOOC; conscientização ambiental e sustentabilidade; educação decolonial e intercultural; assédio em instituições; etc. Oito deles foram apresentados virtualmente aos participantes do evento.

Conheça abaixo um pouco sobre alguns dos projetos que foram implementados no IFTM e apresentados na Mostra:

Ações Inclusivas: a promoção da aprendizagem de estudantes com deficiência ou com outras necessidades específicas por meio do acompanhamento pedagógico

Autores: Alan da Silva Baptista; Carlos Henrique Cardoso Junior; Guilherme Félix Rosa; João Vitor Samartino; Juliana Augusta de Castro Vieira; Keila Cristina dos Santos; Maria Luísa Jesus Rodovalho; Naarah Oliveira Araujo ; Lívia Mara Menezes Lopes ; Marina Beatriz Ferreira Valim; Anelise dos Santos Mendonça ; Danilo Bizinotto Borges; Livia Letícia Zanier Gomes; e Marcelo da Silva Barreiro.

O projeto teve por objetivo melhorar as condições para a permanência dos estudantes com necessidades específicas do IFTM Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico, promovendo a inclusão social por meio de ações estratégicas, enquanto promotoras da aprendizagem. As atividades foram desenvolvidas pelo setor de Assistência Estudantil em parceria com o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do referido campus, visando minimizar as desigualdades e colaborar para a elevação dos índices de aproveitamento dos estudantes, reduzindo taxas de retenção e evasão no âmbito do IFTM.

Por meio de ações de acompanhamento dentro e fora da sala de aula e de adaptação de materiais de acordo com a necessidade de cada estudante, foi elaborada uma nova forma de atuar com o aluno atendido por esse Núcleo. Foram acompanhados um total de oito alunos da instituição, sendo quatro dos cursos Técnicos Integrados e quatro dos cursos superiores. Para cada aluno, foi disponibilizado um acompanhante que, em conjunto com docentes, definiu estratégias de atuação com o aluno.

Durante o período de execução do projeto, teve início o isolamento social em decorrência da pandemia, fator que trouxe dificuldades para os alunos e demais envolvidos no projeto. No entanto, após ajustes, o projeto continuou mesmo com todas as adversidades inerentes ao distanciamento físico. Ao findar do ano letivo, foi nítida a melhora de cada aluno quanto a seu aproveitamento escolar. Em conversas com os familiares dos alunos, as informações obtidas ratificaram a mesma percepção de evolução dos educandos. É importante destacar, que durante todo o projeto, o empenho de todos os envolvidos e a proximidade com as famílias foi crucial para o sucesso pedagógico de cada aluno.

Utilização de jogos virtuais como ferramenta de ensino de Biologia

Autores: Francielly Félix da Silva Isaías; Polyane Ribeiro Machado; Augusto Marcelo da Silva; Mariana Fidélis Ferreira; Mayra Luzia Cruz e Souza; Milena Resende Nascimento; Thiago Fiuza de Oliveira; Thierry Rodrigues Pereira; Victória Augusta Ferreira de Oliveira; Frederico Miranda; Polyanna Miranda Alves.

Em meio à pandemia, várias metodologias de ensino tiveram de ser aprimoradas ou até mesmo reinventadas, e os jogos didáticos se tornaram uma alternativa para o ensino lúdico e significativo (ROCHA, et al, 2021). A atual geração de crianças e jovens mais adepta e conectada a tecnologias, juntamente com os inúmeros recursos disponíveis, promovem estratégias para sanar dificuldades educacionais durante o ensino remoto. O objetivo deste trabalho foi então obter maior desempenho escolar com os jogos online e assim, realizar uma revisão de conteúdo de maneira animada, proporcionando aos alunos um maior interesse pela matéria e pela metodologia desenvolvida.

Pibidianos do subprojeto Biologia PIBID-IFTM utilizaram as plataformas WordWall e EdiLIM, que são ferramentas educacionais, para criação de jogos e atividades interativas para os alunos do ensino médio da Escola Estadual Nossa Senhora da Abadia em Uberaba/MG. Foram selecionados quatro temas para elaboração dos seguintes jogos: “Ciclo Celular” um Quizz animado; “Estruturas Citoplasmáticas” com atividades de forca e de identificação de estruturas celulares; “Ecologia no labirinto”, no qual o aluno deveria fugir de inimigos e procurar a resposta correta por um labirinto; e “Transcrição e Tradução”, outro Quizz com desafio de responder o maior número de questões no menor tempo.

Após o jogo, os alunos responderam um formulário, através do Google Forms, para avaliarem o jogo, a sua relevância e sugerirem melhorias. Como resultado, os alunos consideraram que jogos virtuais podem contribuir de forma positiva para o seu aprendizado e gostariam de ter mais atividades como essas durante as aulas remotas. Além disso, cerca de 60% dos interrogados se sentiram mais estimulados e motivados em aprender ao compararem essa atividade com as metodologias tradicionais. Conclui-se assim que jogos didáticos, além de serem uma forma utilizada para a revisão de conteúdo, promovem uma aula mais dinâmica, interativa e lúdica, além de se obter maior aproximação entre professor e estudante, contribuindo para um processo de ensino-aprendizado mais significativo.

Aprendizagem por vídeo-solução (AVS)

Autores: Osmando Pereira Junior e Camilla de Sousa Chaves

O projeto Aprendizagem por Video-Solução (AVS) representa uma metodologia de ensino-aprendizagem em que o professor propõe aos estudantes a apresentação da solução de um determinado problema, dentro do contexto de uma disciplina específica, por meio de um vídeo criado pelo próprio aluno. Neste vídeo, o estudante possui a oportunidade de expor a solução do problema sob a própria ótica, o que reforça a aprendizagem, permite com que os demais colegas sanem dúvidas por meio dos vídeos gerados e promove uma melhoria no processo de ensino-aprendizagem.

Nos últimos anos, o vídeo vem sendo utilizado na educação como forma de enriquecer o conteúdo, ampliar as discussões em sala de aula ou reter a atenção dos alunos. Os estudantes de hoje esperam, querem e precisam de informações, recursos e formas de comunicação interativas, munidas de experiências relevantes do cotidiano. Dentro deste contexto, as tecnologias se tornam ferramentas capazes de inovar as práticas pedagógicas, quando essas são compreendidas para além do artefato e recuperam sua dimensão humana e social.

O projeto AVS foi implementado em 2020 e contemplou três disciplinas do curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica e duas do curso Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio do IFTM Campus Patrocínio. Teve como objetivos a contribuição no processo de aprendizagem dos alunos e a elaboração de materiais didáticos para o ensino remoto.

Ao longo do semestre, cada aluno gravou em média dez vídeo-soluções, as quais foram corrigidas e avaliadas pelo professor das disciplinas. Os vídeos cujas soluções estavam corretas foram disponibilizados para os alunos nas salas de aula virtuais e redes sociais como YouTube, enquanto aqueles que apresentavam erros de solução foram devolvidos com orientações das correções a serem feitas.

Sessenta e cinco alunos participaram do projeto, dos quais quarenta e dois são do ensino médio e vinte e três, de graduação. Foi verificado ao final uma melhoria no processo de ensino-aprendizagem, principalmente no que se refere à modalidade remota, e os vídeos produzidos em 2020 estão sendo utilizados como material de apoio para o ano letivo de 2021.

Para saber mais sobre todos os projetos inscritos na II Mostra de Projetos de Ensino do IFTM, acesse a página do evento e o canal da instituição no YouTube.



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