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Lista de cientistas mais produtivos e influentes contém professores do IFTM

Elaborado pela AD Scientific, ranking avalia pesquisadores por produções individuais

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 14/10/2021 às 16:00
  • Última modificação 19/10/2021 às 10:59
Logomarca da AD Scientific Index
Logomarca da AD Scientific Index
Crédito: Divulgação

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) conta com oito professores em ranking que aponta os pesquisadores mais produtivos e influentes do mundo. A lista foi elaborada pela organização independente AD Scientific e formata o ranking de pesquisadores a partir da performance científica e produtividade individual dos cientistas.

A partir de busca pelo site da instituição, é possível identificar que oito pesquisadores do IFTM integram o ranking, entre mais de 30 mil brasileiros. São eles: José Luiz Rodrigues Torres, Renato Farias do Valle Júnior, Hamilton César de Oliveira Charlo, Mayker Lazaro Dantas Miranda, Adelar José Fabian, Paulo Eduardo Branco Paiva, Victor Peçanha de Miranda e Elisa Antônia Ribeiro.

A metodologia de análise para formatação da classificação se baseia no rankeamento por meio do impacto dos trabalhos científicos. A lista elaborada pela AD Scientific analisa, por exemplo, o número de publicações do pesquisador em sua carreira, o número de publicações nos últimos cinco anos e o número de citações a partir desses trabalhos, de acordo com dados coletados em banco de dados como o Google Acadêmico.

Os rankings da AD utilizam nove parâmetros e consideram 12 grandes áreas do conhecimento (com 256 divisões). Para a mais recente edição do levantamento, foram coletados dados de mais de 700 mil pesquisadores em quase 12 mil instituições localizadas em 195 países.

Um dos ranqueados do IFTM

O professor José Luiz, um dos ranqueados do IFTM, atua com pesquisas em áreas como manejo e conservação do solo e água; ciclagem de nutrientes; plantas de cobertura e plantio direto. Ele está entre os 10 mil pesquisadores mais influentes do Brasil segundo a organização do ranking e uma de suas pesquisas atuais é voltada para o plantio direto de hortaliças sobre a palha no Cerrado.

“O plantio direto é plantar sobre uma palhada, pois a palha seca protege o solo da chuva, da erosão. Eu planto culturas como a braquiara e o milhedo. Elas ficam 90 dias crescendo e depois vão secar. À medida que eu sequei, elas vão apodrecer e liberar os nutrientes para o solo, que fica preparado para outras culturas”, explica o professor, que ressalta que o plantio direto é bastante usado no Cerrado.

A pesquisa, contudo, não é um trabalho isolado. O professor destaca que a parte de manejo do solo, que ele estuda, envolve várias áreas do conhecimento, por isso é preciso firmar parcerias. “Já produzi pesquisas com mais de 30 professores. Quanto mais parcerias, melhor, pois ninguém é dono da verdade. Eu domino o conhecimento de determinada parte, mas outro colega pode ter o conhecimento que complementa o meu”, explica José Luiz, que é também bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e faz parte da Câmara de Avaliação de Projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

“Para estudar o plantio direto, por exemplo, eu preciso trabalhar com o pesquisador que entende de inseto, pois os insetos — formiga, cupim, moscas — têm um papel importante na decomposição da palha. Outro exemplo é a irrigação. Ninguém planta hortaliça se não for irrigado, por isso eu tenho parcerias com professores de irrigação. Eu tenho parcerias com pesquisadores da Espanha, Portugal, fora colegas de outros estados. E hoje tenho parcerias de pesquisa com estudiosos que foram meus alunos de graduação”, explica o professor.

José Luiz também faz questão de destacar sua relação com o IFTM. Ele entrou na escola em 1993, quando ainda era Escola Agrotécnica, e está prestes a completar 30 anos de instituição. Ele lembra que foi o segundo professor com mestrado da escola e o primeiro com doutorado, além dos dois pós-doutorados que fez enquanto esteve no Instituto.

José Luiz relata que produz entre 10 a 15 artigos por ano, mas mais do que um trabalho técnico de pesquisa, o que o motiva é a paixão pela área. “Eu sou apaixonado pelo que eu faço. Isso explica tanto tempo de carreira e estar no topo da pesquisa. Saber o resultado do ranking é um reconhecimento do trabalho também, mas em qualquer área você precisa ter amor pelo que você faz, gostar do que faz e se dedicar. Nem sempre a gente tem a condição ideal, mas se tiver paixão, o resultado vem junto”, finaliza.



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