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IFTM tem papel fundamental na construção de uma verdadeira educação antirracista

Relações etnicorraciais no ambiente escolar foram discutidas em eventos da instituição nos dias 17 e 18 de novembro

  • Por IFTM Reitoria
  • Publicado em 23/11/2021 às 16:00
  • Última modificação 26/11/2021 às 12:14
Imagem da tela do computador durante realização do II Seminafro do IFTM: 4 câmeras abertas mostrando 2 homens pretos e 2 mulheres brancas
Imagem da tela do computador durante realização do II Seminafro do IFTM: 4 câmeras abertas mostrando 2 homens pretos e 2 mulheres brancas
Crédito: Divulgação

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) realizou, entre os dias 17 e 18 de novembro, o II Seminário Indígena e Afro-Brasileiro (Seminafro) e o 1º Congresso Nacional de Estudos das Relações Étnico-Raciais (Conerer) de forma on-line em virtude da pandemia da Covid-19. Os eventos, que obtiveram alcance nacional, contaram com a participação de renomados profissionais da educação brasileira para debater questões etnicorraciais no âmbito escolar em perspectivas crítico-reflexivas.

As mesas-redondas ocorridas durante o II Seminafro versaram sobre as seguintes temáticas: Protagonismo e Resistências dos Corpos Negros; A presença da mulher negra em espaços de poder; Saberes e Resistências na História Slams no Triângulo Mineiro; Representações e empoderamento negro no universo Marvel; Educação indígena na escola no combate ao racismo.

No 1º Conerer, foram apresentados, por meio de comunicações orais, trabalhos de pesquisadores e estudiosos de várias instituições do país, divididos nos seguintes grupos de trabalho: Educação e políticas públicas para as relações étnico-raciais; Povos Indígenas: políticas educacionais e sociais e Educação Escolar Indígena Bilíngue e Intercultural; Feminismo Negro e Interseccionalidade; Literaturas Africanas e Imigração: tensões identitárias em novas fronteiras; e Povos e comunidades tradicionais de matriz africana: Territorialidade, Identidade, Saberes e práticas educacionais quilombolas.

Os debates durante os dois eventos no IFTM tiveram por finalidade discutir efetivamente os vários aspectos que envolvem tais temáticas, promover cultura de respeito e valorização das diferenças, além de combater as desigualdades e fortalecer a cultura educacional democrática. Ressaltou-se que as Leis 10639, 11.645 e 12.711 são importantes conquistas na adoção de perspectivas mais democráticas e diversas; no entanto, apenas abordar os conteúdos não é suficiente. É preciso avaliar a representatividade e a diversidade, além de se discutir sobre as relações etnicorraciais no cerne da construção curricular. Cabe à instituição educacional debater para não ser apenas mais um espaço de reprodução de desigualdade racial. Urge preparar docentes e discentes por meio de debates profícuos relacionados à diversidade cultural, identificar e minimizar a ocorrências de situações de violência e/ou racistas, além de proporcionar reflexões acerca dos mecanismos de enfrentamento ao racismo que atravessam a arte e o gênero.

Assim, para a construção de uma sociedade igualitária é necessário que se compreenda o papel de cada eixo na estrutura socioeconômica a fim de se elaborar estratégias efetivas de enfrentamento e combate às desigualdades. Nesse sentido, o papel da escola torna-se fundamental para estabelecer uma educação verdadeiramente antirracista, passando pela compreensão e análise dos aspectos históricos das desigualdades racial e de gênero e pelo conhecimento sobre as políticas públicas e iniciativas para enfrentá-las.

Márcia Moreira Custódio, docente do IFTM Uberaba Campus Parque Tecnológico e membro da equipe organizadora, destacou que “Este é mais um encontro de reflexão sobre o papel da Educação frente aos avanços e desafios das lutas dos povos negros e originários contra o racismo, contra as tentativas de usurpação e negação de seus direitos pelo território, pela memória ancestral, pela prática de suas culturas, tradições e língua.”

Custódio reforçou que “também é momento de celebração da resistência e da coragem da nossa instituição em desafiar e combater o racismo institucional, estrutural e estruturante por meio da realização destes dois eventos – II Seminafro e I Conerer.”

O IFTM entende que, apenas por meio de uma educação na qual sejam desconstruídas as imagens estereotipadas e discriminatórias de sujeitos pertencentes a essas populações historicamente excluídas, é que será possível criar e construir novos indivíduos que valorizem e convivam com as diferenças e pluralidades. Para isso, discutir, (re)pensar e re(aprender) sobre os vários e outros saberes, as formas de (re)organização de existências, as relações de poder, as formas de acesso às políticas públicas, bem como a configuração de estratégias plurais de insurgência desses grupos para se tornarem protagonistas de suas lutas e de seus conflitos é essencial.

Assista aos vídeos do II Seminafro e do 1ºConerer no canal do IFTM no YouTube.



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