Servidora do IFTM Campus Patos de Minas participa de mesa temática em encontro regional pela igualdade racial
Crédito: Professora Renata Marques
No dia 21 de março celebra-se o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na África do Sul, quando 69 pessoas foram assassinadas e 186 feridas pela polícia durante um protesto pacífico contra as leis segregacionistas do país.
Com o objetivo de reunir vozes para fortalecer a luta antirracista, o Coletivo Mada, da cidade de Patos de Minas, promoveu nos dias 21 e 22 de março o “Encontro Regional pela Igualdade Racial”. Na abertura do evento, houve a apresentação do Coletivo, que traz no seu nome a referência de Madalena Gordiano, mulher negra, que viveu em situação análoga à escravidão por 40 anos na cidade de Patos de Minas.
Quatro mesas temáticas foram apresentadas no segundo dia do evento: “Direitos, políticas públicas e proteção”, “Cultura e religiosidade como formas de resistência”, “Visibilidade das mulheres negras” e “Educação antirracista”. Nesta, houve participação da professora Márcia Xavier, atualmente na Coordenação do Núcleo de Coordenação Assuntos Étnico-raciais e Indígenas (CAERI) e na presidência do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena (NEABI) do IFTM Campus Patos de Minas.
A docente apresentou algumas das atividades realizadas pelo núcleo de forma a valorizar a cultura negra e o combate ao racismo, alguns números de um projeto de pesquisa executado por ela, “Educação etnocêntrica ou antirracista: que tipo de educação vem sendo priorizada nas escolas?”, bem como ações e programas implementados pelo IFTM e que também atuam de forma a promover uma educação antirracista. Dentre eles, foram destacados a criação Coordenação do Núcleo de Coordenação Assuntos Étnico-raciais e Indígenas, em 2024, as comissões de heteroidentificação, responsáveis pela identificação da condição racial dos candidatos à reserva de vagas para estudantes negros, pardos, que compõem o quadro de reserva de 50% das vagas de ingresso de estudantes, juntamente com quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.
Também foram apresentados os programas de assistência estudantil, o programa Pé-de-meia, e o #PartiuIF, ainda em fase de implementação e que tem “como objetivo o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais na educação, por meio da oferta de aulas e atividades voltadas para a recuperação das aprendizagens de estudantes do com foco nos particularmente sofridas pelos estudantes do 9˚ ano do Ensino Fundamental que cursaram integralmente a educação o Ensino Fundamental na rede pública de ensino, negros, quilombolas, indígenas ou que tenham deficiência e renda familiar per capita de até um salário-mínimo.”
Durante a apresentação, também foi destacado o Congresso Nacional de Estudos das Relações Étnico-Raciais (Conerer), evento que reúne pesquisadores para debater questões inerentes à Educação para as Relações Étnico-Raciais, frente aos desafios de lutas pela igualdade racial e social apresentados aos povos originários e afro-brasileiros e suas implicações, organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) e Coordenação de Ações Inclusivas e de Diversidade (CAID) do IFTM, e que neste ano de 2025 ocorrerá na cidade de Patos de Minas.
A docente destacou a importância da criação da CAERI, assim como a atuação dos NEABIs e de todos os programas e ações apresentadas como forma de promoção a uma educação antirracista e ratificou a missão do IFTM em ofertar educação profissional, científica e tecnológica gratuita, por meio do ensino, pesquisa e extensão, promovendo o desenvolvimento sustentável e a formação integral de cidadãos na perspectiva de uma sociedade inclusiva e democrática.