Estudantes de Engenharia de Alimentos do IFTM participam de ação solidária em cozinha comunitária de Uberlândia
Crédito: Comunicação Social - Campus Uberlândia
Estudantes do 9º período do curso de Engenharia de Alimentos do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) Campus Uberlândia participaram, nesta semana, de uma atividade de extensão na cozinha comunitária do assentamento Maná, em Uberlândia. A ação integrou a disciplina Extensão III, conduzida pelos professores Thiago Taham e Fernanda Raghiante, que desenvolve projetos voltados a causas sociais.
Uberlândia possui atualmente nove cozinhas comunitárias, que atendem bairros com maior vulnerabilidade social, oferecendo refeições gratuitas à população. A unidade visitada pelos estudantes, conhecida como Cozinha Comunitária Maná, tem capacidade para servir até 200 refeições por dia.
A manutenção da cozinha é realizada de forma solidária, com o trabalho de voluntários, doações de mantimentos e apoio de iniciativas comunitárias e institucionais. Parte dos alimentos também chega por meio de parcerias com movimentos sociais e do programa Mesa Brasil, viabilizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Segundo o professor Thiago Taham, a proposta da atividade foi proporcionar aos estudantes uma experiência formativa que conecte o conhecimento acadêmico à realidade social do território.
Na ação realizada nesta semana, os estudantes assumiram todas as etapas do preparo das refeições. O grupo chegou à cozinha comunitária às 7 horas da manhã, levando os mantimentos necessários para a produção dos alimentos. Ao longo da manhã, os alunos prepararam galinhada, feijão, macarrão e vinagrete, resultando em aproximadamente 250 marmitas distribuídas à comunidade a partir das 11h.
A iniciativa contou com o apoio da coordenadora da cozinha comunitária, Maria Aparecida da Cruz Silva, conhecida como Tia Cida, uma importante liderança comunitária do território.
Para os estudantes, a experiência reforça o papel transformador da extensão universitária.
“Participar desse projeto de extensão, no qual fomos cozinhar
para uma casa de apoio, me mostrou que o ensino vai muito além da
sala de aula; ele amplia nossa visão e nos permite compreender, na
prática, como é a vida fora do ambiente acadêmico.”
— Hudson Marquete Beijo, estudante de Engenharia de Alimentos
A estudante Camila de Oliveira Pimenta também destacou o impacto da atividade.
“O projeto nos ensina que o aprendizado vai além da sala de aula. Poder ver a realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos mostra que podemos levar um pouco de apoio por meio das ações de extensão.”
De acordo com os professores responsáveis, a experiência faz parte de uma estratégia pedagógica que busca aproximar os estudantes de contextos sociais diversos, ampliando a formação acadêmica e cidadã.
A expectativa é que, ao longo do ano, novos projetos de extensão sejam desenvolvidos em parceria com as cozinhas comunitárias da cidade, fortalecendo iniciativas de solidariedade e segurança alimentar no município
