Biblioteca em Jogo

Jogo 3D da biblioteca vai premiar estudantes do Campus Uberlândia Centro

Atividade começa em 18 de maio, terá ranking online durante um mês e premiará os três estudantes com maior pontuação em menor tempo
Publicado em 13/05/2026 08:30 Atualizado em 13/05/2026 09:33
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Arte ilustrativa do projeto “Biblioteca em Jogo”, que vai utilizar elementos de jogos digitais para aproximar estudantes dos serviços e recursos da biblioteca do Campus Uberlândia Centro
Arte ilustrativa do projeto “Biblioteca em Jogo”, que vai utilizar elementos de jogos digitais para aproximar estudantes dos serviços e recursos da biblioteca do Campus Uberlândia Centro
Crédito: Divulgação

O Campus Uberlândia Centro, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), lança, no dia 18 de maio, o projeto “Biblioteca em Jogo: estratégias de gamificação para engajamento e aprendizagem”, uma atividade digital que vai transformar conteúdos relacionados à biblioteca em um jogo 3D com competição, ranking online e premiação para estudantes.

Ao longo de um mês, os participantes poderão jogar, acumular pontos e acompanhar a classificação pela internet. Os três estudantes com maior pontuação em menor tempo serão premiados em cerimônia prevista para o dia 23 de junho de 2026. Os prêmios ainda serão definidos pela coordenação da atividade.

O jogo ficará disponível de 18 de maio a 18 de junho. Para participar, os estudantes deverão ficar atentos aos QR Codes que serão espalhados pela biblioteca do campus a partir do dia 18 de maio. Na primeira semana, o acesso ao link será feito exclusivamente por esses códigos, como forma de incentivar os alunos a irem até a biblioteca e conhecerem melhor o espaço. Depois, também está previsto o envio do link oficial por e-mail.

O jogo está em fase final de desenvolvimento e passa pelos últimos ajustes antes do lançamento. A proposta é que os estudantes aprendam, de forma lúdica, sobre o funcionamento da biblioteca, seus serviços, suas regras e seus recursos de pesquisa.

A atividade é coordenada pelo professor Arthur Augusto Bastos Bucioli, com colaboração da bibliotecária Márcia A. Bellotti Camborda. Segundo Arthur, a ideia é aproximar os estudantes da biblioteca por meio de uma linguagem mais familiar ao universo dos jogos digitais.

“Basicamente, é um jogo no estilo FPS, aquele jogo de tiro em primeira pessoa. Só que, em vez de atirar em outros personagens, a pessoa vai ter uma espécie de quiz. Em vez de marcar uma resposta, haverá bloquinhos com as alternativas, e o estudante terá que acertar o bloquinho certo sem gastar muitas bolinhas, que funcionam como munição”, explica o professor.

O jogo será desenvolvido na plataforma Unity e terá elementos inspirados no gênero FPS, sigla em inglês para First Person Shooter, ou jogo de tiro em primeira pessoa. Na dinâmica proposta, os estudantes deverão responder perguntas ao acertar blocos com as alternativas corretas. A pontuação levará em conta fatores como acertos, tempo de conclusão e uso da munição.

Para participar da competição, será necessário fazer login no sistema. Com isso, a pontuação dos participantes será registrada em um ranking online, que poderá ser acompanhado ao longo do período da atividade.

“Eles vão poder jogar mais de uma vez. No QR Code, vai ter o link para baixar o jogo e também o link para o ranking. Vai ser online, então eles poderão acompanhar diariamente quem está na frente, para depois ter a premiação no final do evento”, destaca Arthur.

O jogo será executado em computador. Os estudantes poderão jogar em casa, nos computadores do campus ou em equipamento disponibilizado na biblioteca, fora dos horários de aula. A princípio, a atividade é voltada aos estudantes do Ensino Médio Integrado.

Além das perguntas, o jogo também deve trazer metáforas relacionadas ao uso adequado da biblioteca. Entre as ideias em desenvolvimento, estão elementos como o “inimigo barulho”, associado à necessidade de silêncio no espaço, e situações ligadas a atraso na devolução de livros e multas.

“Estamos projetando, se der certo, incluir também alguns inimigos. Por exemplo, o inimigo ‘barulho’, porque na biblioteca não se pode fazer barulho. Então vai ter um bichinho que chega perto do jogador e faz um barulhão, que pode até atordoar o personagem. A ideia é usar essas metáforas para ajudar a entender o que pode e o que não pode fazer”, afirma.

Projeto foi contemplado em edital de apoio às bibliotecas

A iniciativa foi contemplada em edital de apoio a projetos voltados às bibliotecas do IFTM, com resultado final divulgado em 17 de novembro de 2025. A proposta surgiu a partir de uma ideia da bibliotecária Márcia, que buscava novas formas de apresentar os serviços da biblioteca aos estudantes.

“A ideia do projeto Biblioteca em Jogo surgiu quando percebi que as orientações tradicionais da biblioteca não estavam gerando o engajamento esperado dos estudantes. Ao realizar um curso sobre gamificação, identifiquei a possibilidade de aplicar essa abordagem para divulgar os serviços online de forma mais interativa e atrativa. Como resultado, esperamos que os estudantes aprendam a utilizar os sistemas da biblioteca com mais autonomia, ampliando o uso dos recursos digitais ainda pouco explorados e fortalecendo o papel da biblioteca no apoio ao ensino e à aprendizagem. Neste momento, estamos desenvolvendo um projeto piloto com estudantes do Ensino Médio Integrado, que poderá ser expandido para os demais públicos no futuro”, explica Márcia.

A proposta também teve como referência um jogo desenvolvido anteriormente pelo professor Arthur em uma Unidade Curricular Politécnica (UCP), em 2023. A partir dessa experiência, os dois começaram a estruturar uma atividade interativa para que os estudantes aprendessem sobre temas como uso dos recursos da biblioteca, normas da ABNT, multas, reserva de livros e outros serviços disponíveis no setor.

“A ideia de fazer esse jogo não é minha, na verdade é da Márcia. Ela tomou contato com esse jogo FPS que a gente fez numa UCP, em 2023, e manifestou essa vontade de fazer um jogo para que os alunos aprendessem a utilizar a biblioteca, os recursos, a questão da ABNT, das multas, da reserva de livros, tudo relacionado à biblioteca”, conta Arthur.

Segundo o professor, o desenvolvimento une a parte técnica do jogo com o conhecimento da biblioteca sobre os conteúdos que precisam ser trabalhados com os estudantes.

“A Márcia entrou com toda a sua experiência para a elaboração do projeto e as questões a serem aplicadas, enquanto eu entrei com a parte técnica do desenvolvimento do jogo. A ideia é que os alunos aprendam jogando. Que eles se divirtam e, ao mesmo tempo, aprendam sobre a biblioteca e seus recursos”, conclui.

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