Café Preto debate representatividade negra e fortalece ações formativas do Pretitudes Afirmativas
Crédito: Comunicação Social - Campus Uberlândia
O projeto Pretitudes Afirmativas, do IFTM Campus Uberlândia, realizou, na última sexta-feira, a atividade SANKOFA: Café Preto, com o tema “A representatividade negra em pauta”. O encontro aconteceu no Centro Sociocultural da Diocese de Uberlândia, espaço que também sedia o Museu de Arte Sacra, e reuniu estudantes, servidores, representantes dos NEABIs dos campi Uberlândia e Uberlândia Centro, coletivos estudantis e convidados.
A atividade teve como objetivo promover uma formação antirracista voltada ao fortalecimento do pertencimento, da identidade e da permanência de estudantes negros e negras nas instituições federais de ensino. O encontro contou com a participação de estudantes do Coletivo Sankofa, do IFTM Campus Uberlândia, e do Coletivo Enegre-se, do IFTM Campus Uberlândia Centro, em um momento de escuta, diálogo e reflexão sobre a importância da representatividade negra nos espaços de formação, convivência, decisão e construção social.
Durante a programação, o professor Carlos André conduziu uma apresentação sobre o tema central do encontro. A atividade destacou a urgência de ampliar a presença negra em diferentes espaços da sociedade e reforçou o papel da educação na promoção da dignidade humana, no combate ao racismo e na construção de ambientes institucionais mais acolhedores e plurais.
O diretor-geral do IFTM Campus Uberlândia, Sérgio Luiz de Freitas Maia, participou da atividade e destacou o caráter formativo e coletivo do encontro. Segundo ele, o Café Preto promoveu uma comunhão entre estudantes e servidores dos dois campi do IFTM em Uberlândia, mobilizados pela urgência de uma efetiva representatividade negra em todos os espaços da sociedade.
Sérgio também ressaltou que a gestão do campus tem buscado ocupar os espaços de tomada de decisão para contribuir com transformações institucionais e sociais no enfrentamento permanente ao racismo.
Para Talita Belizário, uma das responsáveis pela condução das ações do Pretitudes Afirmativas, a atividade foi um momento de fortalecimento dos estudantes e dos coletivos envolvidos. Ela destacou que projetos voltados à população negra dentro das instituições federais são fundamentais para a permanência e o êxito dos estudantes.
Segundo ela, iniciativas como o Pretitudes Afirmativas contribuem para que estudantes negros e negras se reconheçam dentro da instituição, sintam-se pertencentes ao espaço escolar e encontrem apoio para sua trajetória formativa. Talita também ressaltou que a formação antirracista envolve toda a comunidade acadêmica, incluindo pessoas brancas, que devem compreender seu papel na construção de uma cultura institucional comprometida com a igualdade racial.
A atividade contou ainda com a presença de representantes públicos e lideranças convidadas, entre elas a deputada federal Dandara Tonantzin, o vereador Professor Ronaldo, os servidores da UFU Jane Reis e Cairo Katrib, a diretora Lara, o diretor Sérgio Luiz de Freitas Maia e Thalles Caetano, egresso do IFTM Campus Uberlândia que articulou a atividade, além de representantes institucionais, estudantes e servidores. A participação dos convidados integrou o diálogo sobre políticas, projetos e ações voltadas ao fortalecimento da representatividade negra, da permanência estudantil e da educação antirracista.
O Pretitudes Afirmativas é uma iniciativa de formação étnico-racial e educação em direitos humanos que vem desenvolvendo ações com estudantes, servidores, gestores e grupos de estudo no IFTM Campus Uberlândia. Por meio de atividades formativas, encontros e espaços de escuta, o projeto busca contribuir para o enfrentamento ao racismo, a valorização da identidade negra e a construção de uma cultura institucional baseada no respeito, na equidade e na dignidade humana.
Com o SANKOFA: Café Preto, o projeto ampliou o diálogo entre estudantes, servidores, coletivos e instituições, fortalecendo uma agenda formativa que valoriza a presença negra, reconhece trajetórias e provoca a comunidade acadêmica a refletir sobre seu papel na transformação social.
