LAEA fortalece práticas de inclusão, autonomia e estratégias de aprendizagem no IFTM Campus Uberlândia
Crédito: Comunicação Social - Campus Uberlândia
O IFTM Campus Uberlândia vem consolidando, por meio do Laboratório de Autonomia e Estratégias de Aprendizagem (LAEA), uma proposta pedagógica voltada à inclusão, ao desenvolvimento integral dos estudantes e ao fortalecimento de práticas de aprendizagem mais sensíveis, colaborativas e personalizadas. A proposta foi apresentada no dia 10 de junho, durante o projeto Diálogos em Educação, em momento dedicado à reflexão sobre inclusão, autonomia e estratégias pedagógicas no ambiente escolar.
O LAEA funciona como espaço de Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco no suporte pedagógico complementar, na valorização das potencialidades individuais e no desenvolvimento da autonomia dos estudantes. A proposta é construir um ambiente em que o conhecimento, o desenvolvimento cognitivo e o potencial de aprendizagem de cada indivíduo sejam valorizados, respeitando diferenças e reconhecendo capacidades únicas.
A iniciativa é conduzida pelas profissionais Gabriela Pires e Karolina Cordeiro, que atuam na Sala de Recursos/AEE do campus. O trabalho envolve acolhimento, escuta, planejamento individualizado e estratégias pedagógicas voltadas à organização, autorregulação, autonomia, comunicação e habilidades socioemocionais.
Entre as ações desenvolvidas estão dinâmicas, rodas de conversa, desafios criativos, projetos colaborativos e atividades que buscam ampliar a participação dos estudantes na vida acadêmica. Segundo a proposta apresentada pela equipe, os resultados observados incluem maior autonomia, autoestima, participação e desempenho acadêmico.
Uma das ideias centrais do LAEA é compreender a Sala de Recursos como uma ponte. O atendimento especializado não substitui a sala de aula comum, mas fortalece, orienta e complementa as ações pedagógicas. Nesse processo, o professor regente é apontado como uma figura essencial para a inclusão, pois convive diariamente com os estudantes, observa potencialidades e dificuldades, planeja experiências de aprendizagem, promove a participação de todos e contribui para a construção de vínculos e pertencimento.
A equipe destaca que a inclusão é um trabalho colaborativo, construído por meio do diálogo entre estudantes, professores, famílias e instituição. Entre as ações da Sala de Recursos estão a escuta dos professores regentes, a identificação de barreiras à aprendizagem, a proposição de estratégias pedagógicas, a adaptação de materiais quando necessário e o apoio à construção de práticas inclusivas.
Durante a apresentação realizada no Diálogos em Educação, no dia 10 de junho, Gabriela Pires e Karolina Cordeiro compartilharam a proposta do LAEA e os aprendizados construídos ao longo da trajetória do laboratório. A atividade reforçou a importância do envolvimento do professor regente, da parceria entre profissionais e das relações humanas no processo de inclusão.
De acordo com a equipe do LAEA, “quando caminhamos juntos, a inclusão deixa de ser uma responsabilidade individual e se transforma em uma construção coletiva”.
Experiências sensoriais e aprendizagem significativa
Além das ações de acompanhamento pedagógico, o LAEA também desenvolve atividades imersivas voltadas à aprendizagem por meio dos sentidos, da criatividade e da experiência. Uma dessas iniciativas foi a Semana da Sala de Recursos do AEE, com o tema “Ferramentas da Aprendizagem: Descobertas Suspensas e Experiências Sensoriais”.
A proposta transformou a sala em um ambiente vivo, dinâmico e acolhedor, no qual cada elemento suspenso representava possibilidades de aprendizagem, autonomia e desenvolvimento. A experiência convidou os estudantes a percorrer caminhos de descoberta, interação e construção do conhecimento por meio dos sentidos, da criatividade e da surpresa.
Entre os recursos utilizados estavam jardim suspenso com folhas naturais e elementos orgânicos, túnel sensorial com aromas, cores e texturas, palavras suspensas relacionadas à aprendizagem, emoções e autonomia, ferramentas pedagógicas representando estratégias de estudo e exposição de telas e produções artísticas dos estudantes em formato aéreo e interativo.
A presença dos elementos suspensos simbolizou ideias em movimento, pensamentos, conexões e possibilidades que surgem durante o processo de aprendizagem. As atividades buscaram estimular a curiosidade, a atenção e o desejo de explorar, transformando o ato de aprender em uma experiência afetiva e memorável.
A Semana da Sala de Recursos trabalhou estímulos sensoriais, cognitivos, emocionais e sociais. As atividades envolveram percepção visual, tátil e olfativa, além de atenção, concentração, memória, associação de ideias, interpretação, resolução de problemas, criatividade e imaginação. A valorização das produções dos estudantes também buscou fortalecer autoestima, protagonismo, sentimento de pertencimento, expressão da identidade, interação social e comunicação.
Segundo as profissionais responsáveis, a proposta reforça a compreensão de que aprender vai além do conteúdo formal. Aprender também envolve sentir, experimentar, explorar, descobrir e criar conexões com o mundo. Cada detalhe do espaço foi pensado para despertar emoções, ampliar possibilidades e mostrar que a aprendizagem pode ser construída de maneira humana, sensível e transformadora.
Para Gabriela Pires, atuar no Laboratório de Autonomia e Aprendizagem é uma experiência marcada por dedicação, carinho e propósito. “Acredito que cada estudante merece ser acolhido em sua singularidade, respeitado em seu tempo e incentivado a desenvolver suas potencialidades com confiança e segurança”, afirma.
Gabriela destaca que seu compromisso vai além do ensino e envolve a construção de um ambiente em que os estudantes se sintam pertencentes, valorizados e livres para serem quem realmente são. “Faço questão de oferecer um espaço de escuta, respeito e afeto, promovendo uma aprendizagem significativa e humana”, completa. Para ela, a inclusão é um dos pilares do trabalho desenvolvido no LAEA, com atenção às necessidades individuais de cada estudante e às oportunidades de participação, crescimento e desenvolvimento.
A profissional também ressalta a importância de acompanhar a evolução dos estudantes, celebrar suas conquistas e contribuir para que desenvolvam autonomia, autoestima e reconhecimento do próprio valor. “Acredito que a verdadeira inclusão acontece quando ajudamos cada estudante a reconhecer seu valor e a acreditar em si mesmo. É essa transformação que dá sentido ao meu trabalho todos os dias”, afirma.
Karolina Cordeiro também destaca que apresentar uma nova abordagem sobre o que é a Sala de AEE para os jovens representa um compromisso com o potencial de cada estudante. “Mais do que olhar para limitações e dificuldades, procuro incentivar os jovens a refletirem sobre seus talentos, suas capacidades e tudo aquilo que os torna únicos”, afirma.
Segundo Karolina, quando um aluno descobre que pode aprender, criar, sonhar e superar desafios, algo extraordinário acontece. “O brilho nos olhos deles, ao perceberem que podem sempre ir além do que imaginavam, justifica todo o meu propósito como profissional da inclusão”, completa.
Com o LAEA, o IFTM Campus Uberlândia fortalece práticas de inclusão que vão além da adaptação de materiais. A proposta envolve escuta, vínculo, planejamento, criatividade, trabalho colaborativo e reconhecimento das singularidades de cada estudante.
Mais do que um espaço físico, o laboratório se consolida como uma estratégia pedagógica de cuidado, autonomia e pertencimento, contribuindo para uma educação mais acessível, humana e transformadora.
