Mostra de Redes

Mostra de Projetos Interdisciplinares do curso de Redes de Computadores integrou estudantes, egressos e profissionais de tecnologia

Evento reuniu 64 estudantes em apresentações de projetos desenvolvidos a partir de demandas reais de empresas
Publicado em 01/07/2026 13:33 Atualizado em 01/07/2026 13:34
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Estudantes de Redes de Computadores apresentando seus trabalhos durante a Mostra
Estudantes de Redes de Computadores apresentando seus trabalhos durante a Mostra
Crédito: Guilherme Brasil (jornalista IFTM)

O IFTM Campus Uberlândia Centro realizou, no dia 25 de junho, a Mostra de Projetos Interdisciplinares do curso de Redes de Computadores. A atividade reuniu 64 estudantes das quatro turmas do curso, responsáveis pela apresentação de 12 projetos voltados ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para demandas reais de empresas.

Os projetos interdisciplinares fazem parte da organização curricular do curso e são implementados como componentes curriculares nos três períodos da formação. A proposta é que os estudantes visitem empresas, coletem dados sobre necessidades institucionais, analisem o parque computacional e levantem informações relacionadas ao funcionamento dos negócios. A partir desse diagnóstico, cada grupo desenvolve soluções voltadas, principalmente, à comunicação de dados.

De acordo com o coordenador do curso de Redes de Computadores, professor Thiago Caparelli, a edição deste ano teve participação expressiva de avaliadores externos, entre representantes de empresas, egressos e profissionais com diferentes experiências na área.

“Acho que foi bastante produtivo. Tivemos ótimos trabalhos, desde o primeiro até o terceiro período, com projetos bem completos. Vieram pessoas de diversas empresas e alunos egressos, então tivemos avaliadores de vários perfis, cada um contribuindo dentro da sua área”, avaliou Caparelli.

A avaliação dos trabalhos considerou aspectos como domínio técnico, capacidade de aplicação prática da solução, clareza da comunicação, postura profissional da equipe, criatividade e inovação. Para o coordenador, a diversidade da banca contribuiu para ampliar a percepção dos estudantes sobre o mercado de trabalho.

“Para os alunos, é muito produtivo, porque eles têm uma visão de como é o olhar de quem está no mercado, de quem atua no RH, de quem trabalha na área técnica e também de egressos que seguiram outros caminhos. Isso ajuda a ampliar a visão deles para as oportunidades que podem aparecer a partir da formação”, destacou.

Além de apresentar os resultados dos projetos desenvolvidos ao longo do semestre, a mostra também fortalece a integração entre diferentes etapas do curso. O evento reuniu estudantes do primeiro, segundo e terceiro períodos, professores, egressos e representantes do setor produtivo. “É um momento de integração de tudo que acontece aqui na academia, junto com a comunidade e o mercado”, afirmou Caparelli.

Egressos entre avaliadores

Entre os avaliadores da mostra esteve a egressa Isabely Alexandre Neves, que concluiu o curso em dezembro do ano passado. Ela participou da atividade como estudante em edições anteriores e retornou, desta vez, para acompanhar e avaliar os trabalhos apresentados pelos atuais alunos.

“É muito nostálgico ver o que eu fazia e ver eles fazendo agora. Quando a gente apresenta, fica muito nervoso, mas é muito bom receber o retorno dos avaliadores. Dá muita vontade de continuar”, contou Isabely, que também destacou a desenvoltura dos estudantes durante as apresentações. “Eles têm uma facilidade muito grande de conversar com a gente, têm domínio do assunto e estão indo muito bem”, avaliou.

Experiência para estudantes

Aluno do 3º período, Emanuel Martins Ferreira Borges participou da mostra pela terceira vez. O grupo dele desenvolveu um projeto para a Febracis, empresa acompanhada pelos estudantes desde o primeiro período do curso. “No 1º período, a gente visitou a empresa para entender como ela funcionava, quantos computadores tinha, o número de funcionários e o tamanho da estrutura. No 2º período, a empresa passou por uma mudança: deixou de ter unidades físicas e passou a ter atuação virtual. Então, a gente passou a propor uma solução para essa nova realidade”, explicou.

Segundo Emanuel, parte dos dados utilizados no projeto precisou ser estimada pelo grupo, já que algumas informações da empresa eram sigilosas. Mesmo assim, a proposta foi construída com foco em viabilidade prática. “A gente faz o projeto pensando que é algo viável para a empresa implementar. Não faz pensando só em apresentar e ganhar nota. A gente pensa em algo que seja interessante para a empresa”, afirmou.

O estudante também destacou que a participação recorrente na mostra ajuda no desenvolvimento técnico e na comunicação dos alunos. “Você fica um pouco nervoso porque são pessoas que você não conhece, mas, quando tem conhecimento do que vai falar e mostrar, isso tranquiliza. Se der um erro, você sabe onde está o erro, porque entende o que está funcionando e o que não está”, relatou.

Para Emanuel, a evolução entre o primeiro e o terceiro períodos também aparece na forma de apresentar o trabalho. “No primeiro ensaio de apresentação, o professor me deu um conselho: falou que eu estava falando muito rápido. No segundo período e agora no terceiro, procuro falar mais devagar, dando mais tempo para a pessoa entender e para eu focar melhor no que estou explicando”, contou.

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