IFTM realiza cerimônias de certificação dos cursos do Programa Asas para o Futuro
Crédito: Diretoria da Comunincação Social e Eventos/ Ana Clara Santos Costa e Patrícia Lirio
O Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) realizou, nos dias 25 de junho e 2 de julho, as cerimônias de certificação dos cursos ofertados pelo Programa Asas para o Futuro nos campi Paracatu e Uberaba. Ao todo, 53 mulheres concluíram as formações em Sistemas Operacionais e Office, em Paracatu, e Assistente em Logística, em Uberaba.
As cerimônias marcaram a conclusão de um percurso iniciado nos dias 9 e 10 de março, quando foram realizadas as aulas inaugurais do programa nos respectivos campi. Vestidas de beca, as formandas participaram de momentos emocionantes de celebração, reconhecimento e valorização da trajetória construída ao longo dos cursos.
O Programa Asas para o Futuro é uma iniciativa do Governo Federal, instituída pelo Ministério das Mulheres em parceria com órgãos federais, com o objetivo de ampliar a participação de jovens mulheres em setores estratégicos da economia, especialmente nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), além de campos relacionados à transição energética, sustentabilidade e inovação.
Voltado para brasileiras de 15 a 29 anos, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social e econômica, o programa oferece cursos e oficinas profissionalizantes em parceria com Institutos Federais, bolsas de estudo mensais, formação em direitos das mulheres, acompanhamento pedagógico, mentoria e apoio à inserção no mundo do trabalho.
Uma das estratégias do programa é a oferta das cuidotecas, espaços destinados ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos, com atividades lúdicas e educativas. A iniciativa busca garantir que mães e responsáveis possam participar das formações com mais tranquilidade.
Durante as cerimônias, o reitor do IFTM, Marcelo Ponciano da Silva, destacou o simbolismo do uso das becas pelas formandas. Segundo ele, a orientação partiu da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, justamente pelo significado da veste acadêmica. “Ela representa o conhecimento que traz poder. O poder que traz autoridade. O conhecimento que traz liberdade, emancipação, novas oportunidades, mais formação e uma vida melhor. Que esse seja apenas o início de uma trajetória de busca por novos cursos, novos conhecimentos, novos poderes e novas responsabilidades, capazes de transformar a realidade de vocês”, afirmou o reitor na cerimônia em Paracatu.
Para a professora Magda Duarte, responsável pela disciplina Identidade, Gênero e Cidadania, a experiência demonstrou a importância da educação como instrumento de inclusão e emancipação. Segundo ela, o curso cumpriu o papel de fortalecer a formação e a autoconfiança das participantes.
“Foi uma experiência incrível. Se o objetivo do Ministério das Mulheres era trabalhar inclusão e formação, acredito que esse curso alcançou esses objetivos. Muitas dessas jovens conhecem seus direitos, mas ainda enfrentam problemas sociais que dificultam sua emancipação. Elas buscam, além da independência emocional, a independência financeira. E, como instituição de ensino, sabemos que o caminho para essa emancipação é a educação”, destacou.
A professora também ressaltou que, ao longo dos três meses de formação, muitas estudantes passaram a reconhecer o próprio potencial. “Os desafios continuam existindo, mas serão menores. O curso despertou nelas a crença de que são capazes e a vontade de crescer”, completou.
A pró-reitora de Extensão, Cultura e Esporte do IFTM, Danielle Paoloni, também enfatizou o papel transformador do programa. Para ela, a iniciativa foi criada para ampliar oportunidades, promover autonomia e abrir caminhos para que mais mulheres ocupem espaços de protagonismo na educação, na ciência, na tecnologia e no mundo do trabalho. “Tenho muito orgulho de ver o IFTM fazendo parte dessa transformação. Acreditamos que a educação muda vidas, mas sabemos que ela vai ainda mais longe quando encontra mulheres determinadas a transformar suas próprias histórias”, afirmou a pró-reitora.
Entre as concluintes, Ana Paula Gonçalves da Silva, participante do curso Sistemas Operacionais e Office, em Paracatu, destacou que a formação representou uma oportunidade há muito desejada. Ela ressaltou a importância do curso para o aprendizado, a convivência e a construção de novas possibilidades. “Eu gostei bastante do curso. Era algo que eu já buscava, mas antes não tinha condição de fazer. Surgiu essa oportunidade e eu quis participar. Foi fundamental, fiz muitas amizades e conheci pessoas maravilhosas”, contou.
Ana Paula também destacou que a Cuidoteca foi decisiva para sua permanência na formação. Mãe de dois filhos, ela afirmou que o espaço possibilitou sua participação nas aulas. “A cuidoteca foi fundamental, porque eu queria muito fazer o curso, mas não tinha com quem deixar meus filhos. Eu pude vir e trazê-los comigo. Eles gostaram tanto que perguntavam até nos fins de semana se teriam a ‘escolinha’. Para muitas mães, essa oportunidade só foi possível por causa desse apoio”, relatou.
