Licença para capacitação de servidor do IFTM Campus Uberaba inclui vivências em arquivos históricos de Minas Gerais
Crédito: Juno Alexandre Vieira Carneiro
Entre maio e agosto de 2026, o técnico em Arquivo do IFTM Campus Uberaba Juno Alexandre Vieira Carneiro realizou vivências profissionais voluntárias no Arquivo Público Mineiro (APM), em Belo Horizonte, e no Arquivo do Pilar, do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. As atividades fizeram parte de sua licença para capacitação e envolveram práticas relacionadas à organização, análise e preservação de acervos documentais.
Entre maio e junho, Juno atuou no Arquivo Público Mineiro, onde acompanhou e colaborou com atividades de organização arquivística do Fundo Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SECULT), referente ao período de 1968 a 1992. A experiência incluiu procedimentos de análise, organização, descrição e acondicionamento de documentos no Núcleo de Arquivos Permanentes.
Como resultado dessa etapa, o servidor elaborou o artigo científico “O Fundo Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SECULT) em imagens: relatos de uma imersão arquivística”, no qual apresenta aspectos do acervo fotográfico e os resultados das atividades desenvolvidas.
"Fui novamente acolhido pela generosa equipe do Núcleo de Arquivos Permanentes. A imersão no acervo fotográfico da SECULT significou o reencontro com lugares e temporalidades, construindo outros itinerários da memória”, relata Juno, que já havia atuado como estagiário no APM. O servidor é doutor pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde desenvolveu a pesquisa "Por um inventário dos sentidos: o patrimônio educativo da Escola Agrotécnica Federal de Uberaba (1979-2002)", instituição que atualmente corresponde ao IFTM Campus Uberaba.
Já entre junho e agosto, no Arquivo do Pilar, o servidor participou de atividades de identificação, análise e organização da documentação relacionada à memória institucional do Museu da Inconfidência. Como produto técnico dessa etapa, elaborou a “Proposta de Organização do Fundo Memória Institucional (FMIN)”, a partir do levantamento de documentos encontrados em diferentes espaços de guarda.
“A memória documental do MIN está registrada em variados suportes físicos e o tratamento do acervo implica avaliar as condições de conservação e os conteúdos informacionais, de forma a definir um plano de trabalho contínuo”, explica Juno.
As vivências possibilitaram o desenvolvimento de atividades relacionadas à área de atuação do servidor e a produção de trabalhos técnico-científicos durante a licença para capacitação.
