Relações étnico-raciais

Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFTM Campus Uberaba realiza oficina de dança carimbó

Atividades começam em 26 de setembro, com 20 vagas, e propõem vivências em dança, expressão corporal, construção coletiva de coreografias e contextualização histórico-cultural
Publicado em 24/09/2026 13:08 Atualizado em 24/09/2026 13:35
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mulher dança em um palco de madeira, usando vestido longo e rodado, estampado com flores em tons de vermelho, amarelo e verde, com detalhes de renda branca. Ela segura as laterais da saia aberta durante o movimento. Usa flores no cabelo e faixa vermelha na cintura. Ao fundo, há uma cortina escura, folhagens nas laterais e um tambor à direita.
mulher dança em um palco de madeira, usando vestido longo e rodado, estampado com flores em tons de vermelho, amarelo e verde, com detalhes de renda branca. Ela segura as laterais da saia aberta durante o movimento. Usa flores no cabelo e faixa vermelha na cintura. Ao fundo, há uma cortina escura, folhagens nas laterais e um tambor à direita.
Crédito: Djnaira Oliveira

A dança será o ponto de encontro entre cultura, ancestralidade e educação para as relações étnico-raciais na oficina “Ybira Mainá – Oficina de Dança Carimbó: Ritmo, Cultura e Ancestralidade”, promovida pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do IFTM Campus Uberaba. Com início em 26 de setembro, a atividade terá encontros semanais aos sábados e será aberta tanto à comunidade acadêmica quanto ao público externo.

A programação foi estruturada para combinar prática e contextualização cultural. Durante as aulas, os participantes conhecerão passos básicos, desenvolverão atividades de expressão corporal e participarão da criação coletiva de coreografias. Esses conteúdos serão trabalhados em diálogo com aspectos históricos e culturais do Carimbó e com as matrizes indígenas, africanas e amazônicas que integram sua formação.

Essa aproximação entre movimento, história e cultura está relacionada aos objetivos da própria oficina, que pretende utilizar a arte como uma possibilidade de ampliar o debate sobre as relações étnico-raciais. Nesse sentido, a proposta busca valorizar diferentes saberes e criar um espaço de convivência e participação no qual pessoas com ou sem experiência anterior com dança possam vivenciar coletivamente essa manifestação cultural.

Outro desdobramento dos encontros será a formação e o fortalecimento do Grupo de Carimbó Ybira Mainá. Com a continuidade das atividades, o grupo poderá preparar apresentações culturais para o Congresso Nacional de Estudos das Relações Étnico-Raciais (CONERER) 2026 e para outras programações institucionais e externas. Assim, o trabalho desenvolvido durante as aulas poderá ultrapassar o período formativo e dar continuidade às experiências construídas coletivamente pelos participantes.

Para a presidente do Neabi e coordenadora de Assuntos Étnico-Raciais e Indígenas (CAERI), Maria Djanira de Oliveira, a oficina articula arte, cultura e educação para as relações étnico-raciais ao mesmo tempo em que amplia o contato dos participantes com saberes afro-indígenas e amazônicos. “A oficina integra as ações do Neabi e está vinculada ao projeto de ensino em preparação para o CONERER 2026, no eixo ‘Neabi Arte e Letramento Racial’”, explica.

Além de Djanira Oliveira, a oficina conta com a colaboração da estudante Yasmim Layane da Silva Vitório, do 3º ano do curso Técnico em Agropecuária, e do professor Mário Luiz da Costa Assunção Júnior, presidente da Comissão de Artes. Também participa da realização da atividade Juliana Dias, coreógrafa e bailarina e proprietária do Espaço Zafirah Ruby, parceira da iniciativa.

Ao todo, serão oferecidas 20 vagas para estudantes, servidores do IFTM e integrantes da comunidade externa. Não é necessário ter experiência prévia com dança, mas os interessados em participar devem realizar inscrição para a oficina. Os encontros começam em 26 de setembro e ocorrerão aos sábados, das 13h às 14h30, na unidade Parque das Américas do IFTM Campus Uberaba, na avenida Edilson Lamartine Mendes, 300, ao lado da ABCZ.

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