EVENTO

Campus Uberaba Parque Tecnológico do IFTM realiza evento sobre respeito, inclusão e diversidade

Estudantes dos cursos técnicos integrados ao ensino médio compartilharam reflexões e troca de experiências sobre respeito, inclusão e diversidade
Publicado em 25/09/2026 17:24 Atualizado em 25/09/2026 17:26
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Crédito: Comunicação Campus Uberaba Parque Tecnológico

O Campus Uberaba Parque Tecnológico realizou, na última quarta-feira, 23 de setembro, o evento “Caminhos da Empatia: experiências em respeito, inclusão e diversidade”. A iniciativa surgiu a partir da palestra magna “Educação, Diversidade e Democracia”, ministrada pela deputada federal Duda Salabert, que marcou a abertura da solenidade de lançamento do “IFTM Plural: Programa Estratégico de Diversidade, Inclusão e Equidade”.

Idealizado pelos membros do Núcleo de Estudos de Diversidade, Sexualidade e Gênero (NEDSEG), em colaboração com o Grêmio Estudantil, o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), o evento teve como foco complementar a formação dos estudantes do campus em relação ao letramento, promover a compreensão de situações que ocorrem no dia a dia do ambiente escolar e combater o racismo recreativo, a transfobia e o anticapacitismo.

Com duração de quatro horas, o evento teve como abertura uma apresentação musical envolvendo professores e alunos, seguida da fala do diretor José Ricardo. Em seu pronunciamento, ele reforçou a importância de pensar no outro e de tomar atitudes, no dia a dia, que favoreçam um ambiente seguro e acolhedor, seja por meio das palavras ou pelo uso consciente do patrimônio e dos espaços do campus.

Após a fala do diretor, os representantes dos núcleos e do Grêmio Estudantil reforçaram a importância do evento e de seus papéis no gerenciamento das demandas relacionadas às temáticas, colocando-se à disposição para o recebimento de sugestões e de novos membros.

O professor Luiz Henrique Pereira conduziu a organização das atividades, direcionando os estudantes para as oficinas ofertadas por cada núcleo. A dinâmica foi pensada para que todos os estudantes pudessem participar de todas as atividades, em um modelo de rodízio, com duração aproximada de 15 minutos para cada oficina.

NAPNE

Pelo NAPNE, a oficina 1 contemplou o tema “Café com Libras Descrição”, um encontro leve e interativo focado no aprendizado de saudações, datilologia e vocabulário acadêmico básico, em alusão ao Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de setembro.

Já a oficina 2 abordou o tema “Acessibilidade na Comunicação e nas Mídias”, demonstrando a audiodescrição e a percepção sensorial, além de materiais, recursos audiovisuais e o curta-metragem “Perfeito”, com exibição intercalada de trechos com e sem audiodescrição.

NEABI

No NEABI, a oficina 1 trouxe o tema “Microrracismos: mural de experiências”, um espaço de escuta e reflexão sobre situações de racismo presentes no cotidiano. De forma anônima, os participantes puderam compartilhar experiências e criar respostas e mensagens que fizeram parte de um mural coletivo.

A oficina 2, “Traços que Marcam: marca-páginas culturais”, trouxe uma atividade artística para conhecer e valorizar as culturas indígena e africana. Na dinâmica, cada participante pôde escolher um grafismo ou símbolo para reproduzir em um marca-página, utilizando papel e tinta.

NEDSEG

O NEDSEG apresentou, na oficina 1, “Letramento das Identidades: explicação didática sobre o universo LGBT+”. Em uma dinâmica interativa, em formato de “Jogo do Milhão”, com perguntas e situações relacionadas ao universo LGBT+, foram abordados conceitos, identidades, orientações sexuais, expressões e formas de respeito à diversidade. Foram utilizados balões com confetes coloridos e brilhantes como parte da dinâmica para aqueles que perdessem, proporcionando um momento de descontração e interação entre os participantes.

Em continuidade, a oficina 2, “Linguagem e Expressões – UÓ vs. Bafo”, trouxe um jogo dinâmico voltado à reflexão sobre o uso da linguagem em situações cotidianas, abordando expressões preconceituosas, machistas e LGBTfóbicas. Os participantes analisaram diferentes frases e situações e utilizaram plaquinhas inspiradas em gírias da comunidade LGBT+: “Uó”, para identificar falas inadequadas, ofensivas ou preconceituosas; e “Bafo/Babado”, para reconhecer atitudes e formas de expressão respeitosas e inclusivas.

Grêmio Estudantil

Já o Grêmio Estudantil trouxe, na oficina 1, a proposta de teatro “Os limites do respeito”. Por meio de uma apresentação teatral introdutória sobre os limites entre brincadeira, respeito e desrespeito, os participantes abordaram situações comuns do ambiente escolar e mostraram como uma brincadeira pode ultrapassar o limite quando causa constrangimento, desconforto ou desrespeita a liberdade do outro.

Na oficina 2, “Anonimato: o que ultrapassa os meus limites?”, os participantes receberam papéis para escrever, de forma anônima, situações, atitudes ou comportamentos que os deixaram desconfortáveis, constrangidos ou que fizeram com que sua liberdade fosse limitada. Os relatos foram reunidos e compartilhados anonimamente com o grupo, passando de pessoa para pessoa em uma dinâmica coletiva. Ao final, a “corrente” foi quebrada simbolicamente, representando a importância de romper com comportamentos que ultrapassam os limites do outro e construir um ambiente baseado no respeito.

O professor Luiz, presidente do NEDSEG, relata que as atividades foram estruturadas para compartilhar experiências, reforçar a empatia e o respeito, além de fortalecer a construção de uma escola cada vez mais humanitária, ética, acolhedora e inclusiva.

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