Formação Inicial Continuada

IFTM Campus Uberaba promove formação sobre patrimônio cultural, turismo e história local em curso de Formação Inicial e Continuada de Agende de Informações Turísticas

Aulas realizadas entre agosto e setembro abordaram história regional, políticas de preservação e possibilidades de oferta turística a partir de bens culturais locais
Publicado em 29/09/2026 14:33 Atualizado em 29/09/2026 14:35
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Em sala de aula, um homem em pé, à esquerda, fala diante de uma tela de projeção. À direita, três estudantes sentados acompanham a exposição. Ao centro, há uma mesa com notebook, projetor e outros equipamentos. Ao fundo, aparecem carteiras, cortinas claras e uma janela de moldura verde.
Em sala de aula, um homem em pé, à esquerda, fala diante de uma tela de projeção. À direita, três estudantes sentados acompanham a exposição. Ao centro, há uma mesa com notebook, projetor e outros equipamentos. Ao fundo, aparecem carteiras, cortinas claras e uma janela de moldura verde.
Crédito: Estudantes do curso FIC de Agentes de Informações Turísticas

A história de Uberaba e do Triângulo Mineiro e suas relações com a memória, a cultura e a atividade turística estiveram entre os temas estudados pelos alunos do curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de Agente de Informações Turísticas do IFTM Campus Uberaba. Entre agosto e setembro, a turma participou de aulas sobre Patrimônio Cultural, Turismo e História Local, ministradas pelo servidor Juno Alexandre Vieira Carneiro, técnico em Arquivo e historiador.

A atividade fez parte do componente curricular Patrimônio Histórico e Cultural, coordenado pela professora Alini Nunes de Oliveira. A disciplina contempla o estudo das relações entre cultura e sociedade, a formação histórica de Uberaba, as concepções de bens materiais e imateriais e suas relações com as identidades locais.

Inicialmente, as aulas recuperaram aspectos da formação histórica, política e social do território do Triângulo Mineiro e de Uberaba. Nesse contexto, foram abordadas as dinâmicas de ocupação da região, as atividades econômicas e as transformações do espaço urbano ao longo do processo de formação do município.

Outro eixo das discussões tratou da construção do conceito de patrimônio cultural no Brasil e da institucionalização das políticas de preservação a partir da década de 1930. Os estudantes também tiveram contato com conceitos, normas e legislações relacionados aos bens materiais e imateriais e com suas aplicações nas políticas de preservação em Uberaba.

A etapa prática partiu da observação da própria cidade. A proposta, conforme explicou Juno, foi fazer com que os estudantes retomassem as discussões realizadas em sala, olhassem para a realidade ao seu redor, escolhessem um bem cultural e elaborassem uma proposta de intervenção. Para isso, foram selecionados bens materiais e imateriais que não haviam sido objeto de tombamento ou registro pelo município.

A partir das escolhas, os estudantes desenvolveram propostas de patrimonialização e de oferta turística voltadas aos bens culturais locais. Foram apresentados os trabalhos “Saberes tradicionais sobre as plantas medicinais”, de Joice Oliveira Silva; “Espaço Ana à Luz da Cultura”, de Christineide Ferreira Lemos; “Do museu à cidade: museu e memorial do Zebu”, de Gustavo Pascoal Correa Nunes; “Da casa ao patrimônio: memória, identidade e preservação da trajetória de Chico Xavier em Uberaba”, de Silvana Martins Alves Gomes; “Museu de História Natural - Bairro Fabrício”, de Gilmar Luis da Silva; e “TEU - Teatro Experimental de Uberaba: arte, memória e patrimônio cultural”, de Natália Moreira Pascoal.

Com a atividade, os conteúdos estudados foram relacionados à atuação profissional dos agentes de informações turísticas, especialmente à pesquisa sobre referências culturais locais e à transmissão de informações históricas, culturais e artísticas aos visitantes.

O estudante Gustavo Pascoal Correa Nunes avaliou que a experiência possibilitou relacionar os conceitos estudados com os espaços da cidade. “As aulas e as apresentações dos trabalhos sobre patrimonialização foram momentos muito interessantes de aprendizado e troca de experiências. As atividades permitiram compreender melhor como a memória, a história, a cultura e a identidade se relacionam com o patrimônio e com os espaços que fazem parte do nosso cotidiano”, relatou.

Segundo a professora Alini Nunes de Oliveira, as discussões também se relacionam diretamente com a atuação profissional na área de Turismo. “Os conteúdos e discussões conduzidos pelo professor Juno foram importantes para que os estudantes pudessem (re)conhecer e valorizar a história e a cultura local. Aprender sobre o patrimônio de Uberaba é também fortalecer o sentimento de pertencimento, contribuir para que essa memória seja preservada e, no caso dos futuros profissionais da área de Turismo, instigá-los a pesquisar e transmitir informações interessantes aos visitantes”, afirmou.

A atividade integra a formação dos estudantes do curso FIC de Agente de Informações Turísticas, voltada à orientação sobre atrativos naturais e culturais, roteiros, serviços e produtos turísticos, além da transmissão de informações históricas, culturais e artísticas. O curso prioriza a preparação para a atuação no território do Geoparque Uberaba, contexto em que o conhecimento sobre a história e os bens culturais locais compõe a atuação desses profissionais.

 

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