IFTM apresenta experiência de acompanhamento de egressos em seminário nacional do Inep
Crédito: Arquivo pessoal
O Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) participou, nos dias 29 e 30 de outubro, do Seminário sobre Indicadores de Egressos da Educação Superior e da Educação Profissional e Tecnológica, promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília (DF). O evento reuniu pesquisadores, gestores e representantes de instituições de todo o país para discutir os indicadores que vão apoiar a avaliação e o monitoramento do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026–2036).
No dia 29, a servidora Liciane Mateus da Silva, da Coordenação de Estágio, Egressos e Trabalho (CEET) da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Esporte (PROEXT), apresentou o trabalho “Acompanhamento de Trajetórias de Egressos da EPT e Educação Superior: Integração de Pesquisas de Percepção (caso IFTM) com Bases de Dados Oficiais Nacionais” na Sessão Plenária Temática III – Experiências dos Institutos Federais. A sessão fez parte do eixo dedicado a propostas metodológicas para a construção de indicadores, a integração de bases oficiais e o cálculo de indicadores de egressos.
A proposta do IFTM
A proposta, elaborada por uma equipe de servidores do Instituto, adota uma abordagem metodológica mista. Ela visa combinar a pesquisa institucional, que ouve os egressos sobre a formação recebida e a trajetória profissional, com bases administrativas nacionais: o Sistec, a RAIS/Caged, o Censo da Educação Superior e dados da Receita Federal.
A ideia é que as fontes se complementem. Os registros oficiais mostram, em larga escala, como os egressos se inserem no mundo do trabalho. A pesquisa institucional revela como eles percebem a formação que receberam no IFTM.
A integração responde a um desafio comum às instituições de ensino: a baixa taxa de resposta dos questionários. Na edição de 2024, o questionário do IFTM foi enviado a 28.158 endereços de e-mail e recebeu 828 respostas, cerca de 2,94% dos contatos.
Na mesma sessão, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) apresentou um sistema híbrido de indicadores de egressos, e o Instituto Federal de Sergipe (IFS) mostrou como relacionar cursos e ocupações da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) para medir se os egressos atuam em funções compatíveis com sua formação.
Uma construção nacional
Para o IFTM, a participação reforçou a importância de discutir o acompanhamento de egressos em âmbito nacional. As instituições enfrentam desafios parecidos, e conceitos comuns, como inserção profissional, atuação na área de formação e renda, permitem comparar resultados e qualificar a autoavaliação de cada uma.
O Inep, responsável pelos censos educacionais e pela avaliação da educação superior e da educação profissional e tecnológica, conduz essa construção de forma coletiva e abriu chamada de estudos e convidou universidades, Institutos Federais e entidades do setor privado a apresentar suas experiências.
Os debates também apontaram caminhos para o IFTM aprimorar sua proposta, sobretudo na integração com as bases censitárias. Esse passo exige planejamento, acesso aos dados pelos canais oferecidos pelo Inep e investimento em infraestrutura e em equipe especializada.
Relatórios de egressos 2024 e 2025
O IFTM já produziu os relatórios do questionário de egressos de 2024 e de 2025, elaborados pela CEET/PROEXT.
O Relatório 2024 já está disponível na página da Política de Acompanhamento de Egressos do IFTM. Entre os respondentes, 81,9% estavam trabalhando, 50,2% atuavam na área do curso concluído e 73% afirmaram que a formação no IFTM os ajudou a alcançar a ocupação atual.
O relatório 2025 será disponibilizado em breve, na página da Política de Acompanhamento de Egressos.
