Oito estudantes do Campus Sete Lagoas participaram da 27ª edição do MINIONU
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Oito estudantes do Campus Sete Lagoas do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) participaram da 27ª edição do MINIONU, realizada entre os dias 10 e 13 de outubro, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em Belo Horizonte. Com o tema Saberes que Florescem, a edição de 2026 reuniu mais de mil estudantes dos ensinos fundamental e médio, de diferentes estados brasileiros, em atividades de simulação diplomática e debates sobre questões da agenda internacional.
A edição de 2026 contou com 18 comitês temáticos, além de 25 oficinas oferecidas pelo Circuito MINIONU, com a participação de seis institutos da PUC Minas e do projeto de extensão Cidadania Viva. Segundo a organização, o evento envolveu ainda 200 professores e 185 integrantes da equipe organizadora.
Os estudantes do IFTM Sete Lagoas foram selecionados por meio de processo seletivo realizado no âmbito do projeto de ensino Jovens Diplomatas: Educação Para Uma Cidadania Global, desenvolvido no Campus sob a orientação dos professores Ricardo Tadeu Barbosa e Márcia de Fátima Xavier.
Organizado pelo Departamento de Relações Internacionais da PUC Minas, o MINIONU é realizado desde 2000 e é apresentado pela universidade como o maior modelo intercolegial das Nações Unidas na América Latina. Durante as simulações, os participantes assumem o papel de representantes de países, organizações e outros atores políticos, estudam suas posições e interesses e participam de debates, negociações e deliberações.
Entre os assuntos debatidos nos comitês estiveram o tráfico internacional de animais silvestres, a proteção dos direitos de crianças e adolescentes na era digital e a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Também foram abordados desafios relacionados à inteligência artificial, às criptomoedas e aos mecanismos internacionais de preservação da paz e da segurança.
Experiência formativa
Para participar das simulações, os estudantes precisam estudar previamente os temas em discussão e conhecer as posições dos países ou organizações que representam. Durante as sessões, apresentam argumentos, respondem a questionamentos, negociam propostas e participam da elaboração de soluções coletivas para os problemas debatidos. O professor Ricardo Tadeu Barbosa destaca a preparação exigida dos estudantes para participar das simulações.
“Mais do que reproduzir o funcionamento das instituições diplomáticas, a experiência exige que os estudantes pesquisem, compreendam diferentes perspectivas, construam argumentos e negociem propostas. É uma oportunidade de aproximar o conhecimento desenvolvido em sala de aula de questões concretas que mobilizam a comunidade internacional”, explica o professor Ricardo Tadeu Barbosa.
A dinâmica dos comitês coloca os participantes diante de diferentes interesses e perspectivas sobre questões ambientais, direitos humanos, conflitos internacionais, desigualdades sociais e desenvolvimento tecnológico. As atividades envolvem pesquisa, interpretação de informações, comunicação oral e negociação entre representantes com posições divergentes.
“A participação no MINIONU também tem uma dimensão importante de formação cidadã. Ao representar atores com interesses diferentes dos seus, os estudantes precisam exercitar a escuta, respeitar opiniões divergentes e compreender que a construção de soluções coletivas exige diálogo e cooperação”, destaca a professora Márcia de Fátima Xavier.
