MiniONU

Oito estudantes do Campus Sete Lagoas participaram da 27ª edição do MINIONU

Realizado na PUC Minas, em Belo Horizonte, evento reuniu mais de mil estudantes de diferentes estados brasileiros para simular debates diplomáticos sobre temas internacionais
Publicado em 04/11/2026 13:35 Atualizado em 04/11/2026 13:39
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Equipe do Campus Sete Lagoas que participou da 27ª edição da MiniONU, em Belo Horizonte
Equipe do Campus Sete Lagoas que participou da 27ª edição da MiniONU, em Belo Horizonte
Crédito: Divulgação

Oito estudantes do Campus Sete Lagoas do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) participaram da 27ª edição do MINIONU, realizada entre os dias 10 e 13 de outubro, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em Belo Horizonte. Com o tema Saberes que Florescem, a edição de 2026 reuniu mais de mil estudantes dos ensinos fundamental e médio, de diferentes estados brasileiros, em atividades de simulação diplomática e debates sobre questões da agenda internacional.

A edição de 2026 contou com 18 comitês temáticos, além de 25 oficinas oferecidas pelo Circuito MINIONU, com a participação de seis institutos da PUC Minas e do projeto de extensão Cidadania Viva. Segundo a organização, o evento envolveu ainda 200 professores e 185 integrantes da equipe organizadora.

Os estudantes do IFTM Sete Lagoas foram selecionados por meio de processo seletivo realizado no âmbito do projeto de ensino Jovens Diplomatas: Educação Para Uma Cidadania Global, desenvolvido no Campus sob a orientação dos professores Ricardo Tadeu Barbosa e Márcia de Fátima Xavier.

Organizado pelo Departamento de Relações Internacionais da PUC Minas, o MINIONU é realizado desde 2000 e é apresentado pela universidade como o maior modelo intercolegial das Nações Unidas na América Latina. Durante as simulações, os participantes assumem o papel de representantes de países, organizações e outros atores políticos, estudam suas posições e interesses e participam de debates, negociações e deliberações.

Entre os assuntos debatidos nos comitês estiveram o tráfico internacional de animais silvestres, a proteção dos direitos de crianças e adolescentes na era digital e a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Também foram abordados desafios relacionados à inteligência artificial, às criptomoedas e aos mecanismos internacionais de preservação da paz e da segurança.

Experiência formativa

Para participar das simulações, os estudantes precisam estudar previamente os temas em discussão e conhecer as posições dos países ou organizações que representam. Durante as sessões, apresentam argumentos, respondem a questionamentos, negociam propostas e participam da elaboração de soluções coletivas para os problemas debatidos. O professor Ricardo Tadeu Barbosa destaca a preparação exigida dos estudantes para participar das simulações.

“Mais do que reproduzir o funcionamento das instituições diplomáticas, a experiência exige que os estudantes pesquisem, compreendam diferentes perspectivas, construam argumentos e negociem propostas. É uma oportunidade de aproximar o conhecimento desenvolvido em sala de aula de questões concretas que mobilizam a comunidade internacional”, explica o professor Ricardo Tadeu Barbosa.

A dinâmica dos comitês coloca os participantes diante de diferentes interesses e perspectivas sobre questões ambientais, direitos humanos, conflitos internacionais, desigualdades sociais e desenvolvimento tecnológico. As atividades envolvem pesquisa, interpretação de informações, comunicação oral e negociação entre representantes com posições divergentes.

“A participação no MINIONU também tem uma dimensão importante de formação cidadã. Ao representar atores com interesses diferentes dos seus, os estudantes precisam exercitar a escuta, respeitar opiniões divergentes e compreender que a construção de soluções coletivas exige diálogo e cooperação”, destaca a professora Márcia de Fátima Xavier.

 

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