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IFTM Campi Uberaba e Uberaba Parque Tecnológico realizam 6ª edição do Congresso Nacional de Estudos das Relações Étnico-Raciais com debates sobre educação, diversidade e justiça racial

Evento será realizado de 17 a 19 de novembro, com participação da pesquisadora Bárbara Carine e apresentação cultural da banda Black Pantera; prazo para submissão de trabalhos termina em 26 de outubro
Publicado em 16/10/2026 21:23 Atualizado em 16/10/2026 21:23
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Ilustração em fundo branco com seis figuras humanas de diferentes tons de pele, cabelos e características físicas, dispostas em diferentes alturas sobre um livro aberto. As figuras usam roupas e acessórios em tons de laranja, marrom, verde e amarelo. No canto superior esquerdo e na lateral direita, faixas diagonais apresentam padrões geométricos em preto, vermelho e laranja.
Ilustração em fundo branco com seis figuras humanas de diferentes tons de pele, cabelos e características físicas, dispostas em diferentes alturas sobre um livro aberto. As figuras usam roupas e acessórios em tons de laranja, marrom, verde e amarelo. No canto superior esquerdo e na lateral direita, faixas diagonais apresentam padrões geométricos em preto, vermelho e laranja.
Crédito: Divulgação

A educação antirracista, a valorização das identidades negras, indígenas e tradicionais e os desafios para o enfrentamento das desigualdades raciais estarão no centro das discussões do VI Congresso Nacional de Estudos das Relações Étnico-Raciais (CONERER), que será realizado de 17 a 19 de novembro de 2026 pelos campi Uberaba e Uberaba Parque Tecnológico do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). Com o tema “Vozes que transformam: Juventude e educação antirracista”, o evento reunirá estudantes, professores, pesquisadores, representantes de movimentos sociais e demais interessados.

Nesta edição, o congresso terá como foco o papel das juventudes no enfrentamento ao racismo e na defesa dos direitos das populações negras, indígenas e tradicionais. A programação reunirá discussões sobre práticas discriminatórias nos espaços escolares, políticas de ações afirmativas, reconhecimento dos territórios tradicionais, preservação das memórias coletivas e participação dos movimentos sociais.

Entre os assuntos relacionados ao ensino estarão os desafios para a implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornaram obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica. As discussões incluirão questões como a formação de professores, a produção de materiais didáticos e a presença desses conteúdos nos currículos escolares.

A abertura do congresso, em 17 de novembro, contará com a participação da professora, escritora e pesquisadora Bárbara Carine. Conhecida como Uma Intelectual Diferentona, ela é idealizadora da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa e autora do livro Como ser um educador antirracista, vencedor do Prêmio Jabuti de 2024, na categoria Educação. Sua atuação está relacionada ao estudo do racismo estrutural e à formação de educadores para práticas pedagógicas antirracistas.

A programação também incluirá apresentações culturais. No dia 18 de novembro, a banda uberabense Black Pantera será uma das atrações. Com influências do hardcore, punk e metal, o grupo aborda em suas composições o racismo, as desigualdades sociais e a resistência negra, temas que também estarão presentes nos debates do congresso.

Outra parte da programação será dedicada à apresentação de trabalhos acadêmicos, organizados em sete Grupos de Trabalho (GTs). Os eixos contemplam educação e políticas públicas para as relações étnico-raciais; povos indígenas e educação escolar indígena bilíngue e intercultural; feminismo negro e interseccionalidade; cultura e religiosidade afro-brasileira; cotas e comissões de heteroidentificação; arte, memória e ancestralidade; além de territorialidade, identidade, saberes e práticas educacionais dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana e quilombolas.

Inscrições para apresentação de trabalhos e participação como ouvinte

Os interessados em apresentar trabalhos no VI CONERER têm até 26 de outubro para encaminhar suas propostas. Serão aceitos resultados de pesquisas, projetos em andamento, recortes de dissertações e teses, relatos de experiências e estudos relacionados às temáticas afro-brasileira e indígena, desde que vinculados a um dos sete GTs. A submissão deve ser realizada por meio de formulário, conforme as orientações e o modelo (template) disponibilizados.

Além do envio das propostas, os autores deverão realizar a inscrição no congresso, exigência que também se aplica aos interessados em acompanhar as atividades como ouvintes. O cadastro para ambas as modalidades está disponível na página do evento.

O encontro ocorrerá na semana do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, data que marca a resistência histórica da população negra e a luta pela igualdade racial no Brasil. A organização do VI CONERER é de responsabilidade dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs) dos campi do IFTM, da Coordenação de Ações Inclusivas e de Diversidade (CAID) do IFTM e do IFTM Plural: Programa Estratégico de Diversidade, Inclusão e Equidade.

 

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