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NEABI do IFTM Campus Ituiutaba promove atividade do Abril Indígena com lideranças do povo Tupinambá

Ação integrou o projeto “Sons e Saberes Ancestrais: NEABI em Movimento 2026” e reforçou a valorização das culturas indígenas no ambiente acadêmico
Publicado em 22/04/2026 16:55 Atualizado em 22/04/2026 17:04
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Quatro pessoas indígenas estão sentadas à mesa em um auditório, participando de uma atividade do NEABI. À frente delas, há objetos artesanais e instrumentos culturais dispostos sobre a mesa. Um dos participantes usa cocar com penas e fala ao microfone, enquanto as demais acompanham. Ao lado esquerdo da imagem, há um banner do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI).
Quatro pessoas indígenas estão sentadas à mesa em um auditório, participando de uma atividade do NEABI. À frente delas, há objetos artesanais e instrumentos culturais dispostos sobre a mesa. Um dos participantes usa cocar com penas e fala ao microfone, enquanto as demais acompanham. Ao lado esquerdo da imagem, há um banner do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI).
Crédito: NEABI IFTM Campus Ituiutaba

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFTM Campus Ituiutaba promoveu, no dia 15 de abril de 2026, uma atividade alusiva ao Abril Indígena, como parte do projeto “Sons e Saberes Ancestrais: NEABI em Movimento 2026”.

Realizado no auditório do campus, o evento contou com a participação de lideranças indígenas do povo Tupinambá de Yberaba, vinculados à Aldeia Kauã Poty Guarany, localizada em Uberlândia (MG). Estiveram presentes a Cacica Kawany Tupinambá Yberaba, liderança dos povos indígenas do Triângulo Mineiro; o Pajé Isaac Kaluanã Tupinambá Yberaba, liderança espiritual da aldeia, professor e mestrando em Ciências Sociais; Kuarasy Tupinambá Yberaba, liderança da juventude indígena, artesão, mestrando em Ciências Sociais e diretor executivo da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas; além de Jhonantan Kariri Tupinambá, doutorando em História, artesão, raizeiro e artista.

A programação foi organizada em formato de palestra, promovendo um espaço de escuta, diálogo e troca de saberes entre os convidados e a comunidade acadêmica. Como parte das atividades, também foi realizada uma mostra fotográfica vinculada ao projeto de extensão “Abril Indígena: Território, Resistência e Transformações Socioterritoriais do Povo Xavante na Terra Indígena Marãiwatsédé”.

A iniciativa integra as ações desenvolvidas pelo NEABI no campus, com o objetivo de promover a valorização das culturas indígenas e contribuir para a formação crítica da comunidade acadêmica, em consonância com a Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena nos currículos escolares.

O evento também se insere no contexto das mobilizações do mês de abril, período marcado por reflexões sobre os direitos dos povos indígenas no Brasil, especialmente em torno do dia 19 de abril, atualmente reconhecido como o Dia dos Povos Indígenas. A data evidencia a diversidade, a resistência e o protagonismo dos povos originários na sociedade contemporânea.

Além disso, a atividade contribuiu para enfrentar lacunas no conhecimento sobre os povos indígenas, frequentemente marcadas por visões estereotipadas e distantes da realidade. A presença das lideranças no campus possibilitou o contato direto com suas narrativas, experiências e perspectivas, fortalecendo processos de reconhecimento, valorização e reflexão crítica.

Tags: NEABI
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