Inovação

Polo de Inovação IFTM assina projeto de mais de R$ 319 mil para desenvolvimento de novos produtos derivados do alho negro

Alho negro possui propriedades bioativas de interesse do mercado consumidor
Publicado em 13/04/2022 10:55 Atualizado em 09/05/2022 16:11
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Alho negro é destaque em projeto do Polo de Inovação IFTM e a Unidade EMBRAPII Soluções Agroalimentares
Crédito: Divulgação

O Polo de Inovação IFTM e a Unidade EMBRAPII Soluções Agroalimentares celebraram acordo de parceria no valor de R$319.815 mil com as empresas Chisato Kondo e Vittay Alimentos para desenvolvimento de novos produtos derivados do alho negro.

O projeto consiste na elaboração de três novos produtos, sendo eles: 1) produto derivado do alho negro tradicional com modificações na estrutura física de forma que não haja aderência entre os pedaços, facilitando sua utilização em diferentes preparações no segmento de food service ou mesmo para uso doméstico; 2) extrato obtido a partir do alho negro tradicional, mantendo as principais características bioativas do produto original, com aspectos físico-químicos que favoreçam a sua utilização em diferentes propósitos tais como ingrediente na fabricação de alimentos, para fins terapêuticos e até farmacêuticos; e 3) barra alimentícia vegetal à base de alho negro contendo alto teor proteico e propriedades funcionais, tais como aumento de imunidade e efeito antienvelhecimento.

O alho negro é basicamente o alho comum fermentado por um determinado período, geralmente em alta temperatura e alta umidade. O processo escurece os dentes do alho, conferindo sabor adocicado e alterando a sua consistência para uma textura mastigável e gelatinosa. As mudanças nas propriedades físico-químicas aumentam a bioatividade do alho negro que passa a apresentar benefícios mais eficazes à saúde, tais como efeito antioxidante, antialérgico, antidiabetes, anti-inflamatório e até anticarcinogênicos.

Segundo o pesquisador responsável pelo projeto, professor Lucas Arantes Pereira, o alho negro é um produto relativamente novo no mercado brasileiro, porém já é comercializado e pode ser utilizado em diversos segmentos como o mercado de food service, farmacêutico e gourmet, em diferentes formatos como descascado, com casca, em pasta e em produtos derivados como molhos e geleias. Por outro lado, a consistência pegajosa e gelatinosa limita uma maior diversidade de utilização, manuseio e armazenamento deste produto.

“Este projeto vai ao encontro à evidente necessidade de elaborar produtos derivados do alho negro, que carreguem consigo as propriedades bioativas já conhecidas do produto, porém com diferentes aspectos, estados físicos e formas de apresentação, trazendo maior versatilidade e usabilidade deste rico produto na alimentação e saúde da população”, afirma Lucas Arantes.

Será investido neste projeto um montante de R$ 319.815 mil, sendo cerca de 33,3% do valor financiado pela EMBRAPII, 10% pelas empresas Chisato Kondo e Vittay Alimentos, 23,3% pelo SEBRAE e 33,3% pelo Polo de Inovação IFTM. A equipe executora contará com pesquisadores do IFTM Campus Uberaba, UFU, UFTM e USP.

Nos últimos 12 meses o Polo de Inovação do IFTM contratou mais de R$1,8 milhão em projetos de pesquisa e inovação em parceria com empresas de diferentes Estados e regiões do Brasil.

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